Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Visita do Vice-Presidente Xi Jinping aos EUA

13 de Fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: , , ,

Um artigo publicado pelos jornalistas Tan Yingzi e Chen Weihua no China Daily destaca a importância da próxima visita do atual vice-presidente Xi Jinjinp aos Estados Unidos, entre os dias 13 a 17 de fevereiro. A viagem começa em Washington, onde o visitante estará com as maiores autoridades norte-americanas, numa época crucial para a relação das duas maiores economias do mundo, tanto do ponto de vista econômico como político, inclusive para a segurança internacional.

A visita ocorre do 40º aniversário da visita do presidente Richard Nixon à China e Xi Jinping repete a visita à Muscatine, no Iowa, onde ele já esteve em 1985, na sua primeira visita. Ele falará aos representantes dos empresários americanos e chineses tanto no Comitê Nacional das Relações Sino-Americanas quanto no Conselho de Negócios Sino-Americanos, além de comparecer no Simpósio Sino-Americano de Agricultura. Dará prosseguimento aos entendimentos que se seguem aos encontros dos presidentes Hu Jintao e Barack Obama.

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Xi Jinping e as bandeiras dos Estados Unidos e da China

Todos sabem que a economia chinesa continua crescendo, com ligeira desaceleração de forma suave, e isto é muito importante tanto para os Estados Unidos que começa a recuperar-se quanto para o resto do mundo. Ao mesmo tempo, as tensões relacionadas à segurança aumentam, com a crescente presença chinesa nos Oceanos Índicos e Pacífico, enquanto os Estados Unidos e seus aliados contam com problemas de orçamento para sustentar as suas forças nestas regiões.

A campanha eleitoral norte-americana tende a elevar as pressões internas para o aumento da sua segurança, colocando seus problemas externos como prioritários ainda muitos dos seus problemas sejam internos. Certa radicalização tende a ocorrer nestas campanhas, envolvendo aspectos ideológicos.

Mesmo com as diferenças que existam sobre determinados aspectos internacionais, como os relacionados com o Irã e com a Síria, sem um mínimo de entendimentos entre as duas potências tudo acaba ficando mais complicado.

Tudo indica que esforços estão sendo efetuados nos dois países procurando os elementos que os unem, e reduzindo os aspectos que os separam. Ambos dependem uns dos outros, havendo possibilidades de suprimentos recíprocos de suas necessidades, ainda que tudo tenha que ser tratado com muito cuidado.

O fato concreto é que existem muitos chineses que se encontram nos Estados Unidos, como imigrantes, estudantes e profissionais, enquanto a presença norte-americana na China ainda é reduzida. As universidades norte-americanas e seus centros de pesquisas contam com chineses e seus descendentes que desempenham um papel importante na solução dos problemas do país. E muitos deles estão sendo recrutados para promover o desenvolvimento chinês, nos setores de alta tecnologia.

Muitos entendem que Xi Jinping é a pessoa certa para aumentar a cooperação entre as duas potências, o que necessita ser feito com muita competência e cuidado.



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