20 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo no Nikkei, ausência no Brasil, novos investimentos, razões
Apesar de o Japão ser um grande consumidor de produtos agropecuários, inclusive do Brasil, suas empresas não são fortes no fornecimento de insumos e até na comercialização destes produtos visando à exportação. Uma notícia no jornal econômico japonês Nikkei informa que a tradings do Japão estão ampliando seus negócios em fertilizantes, em outras regiões do mundo.
O Japão ajudou o Brasil no desenvolvimento dos cerrados, que antes eram usados extensivamente para a pecuária, principalmente. Hoje, eles foram transformados em áreas agrícolas de produção intensiva, principalmente de cereais como a soja. No entanto, estas produções, parcialmente destinadas aos consumidores japoneses, são comercializadas por empresas multinacionais de origem em outros países, inclusive nos insumos indispensáveis. Existem pequenas iniciativas japonesas nestas áreas, mas não chegam a ter a importância desejada.


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20 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: coluna semanal de Antonio Delfim Netto, comportamento destas empresas, Folha de S.Paulo
A coluna semanal que o Professor Antonio Delfim Netto mantém no jornal Folha de S.Paulo divulgou na quarta-feira a sua indignação com o comportamento de algumas empresas de “rating” que rebaixaram suas classificações para a França, Áustria, Espanha e Itália. As metodologias para estas classificações nem sempre são claras, e, ainda que influenciem alguns investidores, seus efeitos foram mínimos como se constatou com o que aconteceu no mercado em função destas decisões.
Existem, inclusive, analistas que atribuem interesses não muito claros destas empresas, que não vêm esclarecendo a real situação da economia destes países, nem da Europa como um todo, ou da economia mundial. O professor aponta que existem razões que deveriam atenuar estes julgamentos: 1) os entendimentos políticos na Europa; 2) inicio de recuperação nos Estados Unidos; 3) pequeno crescimento do Japão; 4) aterrissagem suave da China; 5) crescimento dos emergentes; e 6) inflação comportada no mundo.

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19 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: alternativas, empresas de engenharia de projetos, necessidades brasileiras
No passado, todas as empresas de construção pesada do Brasil tinham subsidiárias que eram empresas elaboradoras de projetos. Como o país estava construindo uma série de hidroelétricas, havia uma demanda de projetos. Havia uma demanda contínua de outros projetos, e as demais empresas como as autoridades públicas, não possuindo uma forte estrutura própria de estudos (que em muitos casos é confundido com o “middle management”), sempre utilizaram muitos projetos que lhes eram oferecidos pelas empresas de construção pesada. Hoje, o Valor Econômico publica um artigo anunciando que o governo pode licitar 77 terminais portuários até 2013, que representa um volume substancial de estudos e projetos, ainda que muitas sejam somente para novos contratos de operação.
Existem muitas necessidades de projetos de transportes de massa por todo o Brasil, mas a falta de estudos e projetos detalhados bem elaborados, tanto para as suas avaliações como os atendimentos dos impactos ambientais, faz com que haja uma demora absurda no prazo de licitação e execução dos mesmos, o que acaba elevando seus custos. É evidente que tais estudos e projetos apresentam riscos elevados, pois nem todos serão aproveitados imediatamente.



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19 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: acrescentando o Brasil, artigo no The New York Times, comparações sempre complicadas, outras comparações
Qualquer comparação sobre dados dos países é sempre complexa, mas pode dar alguns indícios, mesmo considerando as idiossincrasias dos avaliadores. O escritor Eamonn Fingleton publicou no The New York Times um artigo que tem como título “The Myth of Japan’s Failure” (O Mito do Fracasso do Japão), que tomo a liberdade de tomar como base. E acrescentar algumas outras comparações com o Brasil, pois ele se concentra na comparação do Japão com os Estados Unidos, consciente que todos estes dados são muito relativos. Todos nós tendemos a ser mais rigorosos nas avaliações dos nossos países e mais generosos com os do exterior.
Eamonn Fingleton, num longo artigo, começa por afirmar que apesar de alguns pequenos sinais de otimismo sobre a economia norte-americana, o seu nível de desemprego ainda é alto, e na sua avaliação aquela economia parece parada. E muitos alertam que pode ficar como o Japão que, na avaliação de David Gergen, da CNN, é um país desmoralizado e em retrocesso. O autor considera isto um mito, e relaciona algumas indicações.



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19 de janeiro de 2012
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: ano novo lunar, baozi/mantou, festival da primavera, hongbao, long ou dragão chinês, poon choi
O Festival da Primavera, que celebra o Ano Novo, é evento maior na China. Pelo calendário lunisolar chinês, o primeiro dia do primeiro mês marca o Ano Novo que cai entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro, a cada ano. Dia 23 de janeiro em 2012, Ano do Dragão.
Criatura medonha que expele fogo pelas ventas, temida no Ocidente, long, o dragão chinês (tatsu ou ryu no Japão), é reverenciado na China como símbolo da fertilidade, beleza e longevidade. É o 5º da lista de doze signos do zodíaco, e sua popularidade atinge o clímax durante o ano que representa. Na China ou no Japão, dragões são considerados amigos benevolentes, protetores dos humanos, guardiões de templos; sendo o mais poderoso dos bichos, imperadores o tomaram como símbolo imperial. Pessoas nascidas no ano do dragão (anos 2000, 1988, 1976, 1964, 1952…) são tidas como cheias de energia, carisma e sabedoria. Mas de pavio curto e bem turrões.


Decorações de Ano Novo em Xangai


Dragões estilizados


Poon choi, baozi mantou e envelopes de mesada hongbao e otoshidama
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18 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: ampla discussão, criticas aos asiáticos, deslocamento do eixo, modelos de capitalismo
Todos estão constatando que se processam mudanças substanciais no mundo com o aumento das dificuldades das economias líderes do Ocidente, ao mesmo tempo em que economias emergentes da Ásia ganham importância no cenário internacional. E estas alterações geram muitos estudos e artigos que tratam de aspectos destes assuntos, alguns carregados com as naturais posições ideológicas. Um interessante exemplo é o artigo de David Pilling, do Financial Times, republicado hoje no Valor Econômico com o título de “Em crise, capitalismo ocidental vê dinamismo se mudar para a Ásia”.
Outro artigo de Sanjaya Baru, diretor para Estratégia e Geoeconomia do International Institute for Strategic Studies, foi divulgado pelo Project Syndicate, com o título “Asia’s Energy, Asia’s Security”, se soma a estas discussões. O The Economist tem apresentado muitos artigos sobre estes assuntos, como a maioria dos grandes jornais e revistas internacionais.



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18 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: legislação nacional, outras cogitações, ZPE no Acre
Não se compreendia porque o Brasil não vinha utilizando largamente a legislação das ZPE – Zonas de Processamento das Exportações como forma de desenvolvimento de determinadas regiões. Este mecanismo é o que permitiu o início do recente desenvolvimento da China e até o Japão está utilizando-o agora para ativar a sua economia. O jornalista João Villaverde publica no Valor Econômico de hoje que “Acre inaugura ZPE para elevar a exportação de manufaturados”, uma notícia que merece ser saudado com muitas comemorações.
O ativo governador do Acre, Tião Viana, descobriu que pode criar uma ZPE na proximidade da capital do Estado, Rio Branco, na cidade de Senador Guiomard, que pode ser considerada a periferia da sede do governo, por estar somente a 22 quilômetros dela. A Receita Federal está certificando que os produtos produzidos nesta ZPE, que serão 80% exportados, contarão com isenção tributária. Começará com um projeto do grupo peruano Glória, de laticínios, fertilizantes e cimento.

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18 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: de produção extrativa para comerciais, noticias alvissareiras, sustentabilidade
Todos sabem que a castanha do Pará, conhecida no mundo como Brazilian Nuts, é um dos produtos considerados saudáveis. Com alto poder calórico e protéico, contém o selênio que combate os radicais livres. Fruto nativo da Amazônia, vem sendo extraído do Acre até o Pará. Ótimas notícias constam dos artigos de Fernanda Yoneya, que viajou a Itacoatiara, no Estado do Amazonas, publicados no O Estado de S.Paulo de hoje, com os títulos “Cidade amazônica abriga castanheiro” e “Viveiro da Aruanã produz 70 mil mudas”.
Até recentemente, só havia uma produção extrativa, e a boa notícia é que a Fazenda Aruanã está conseguindo suas mudas em escala para a plantação da Bertholletia Excelsa, que é o seu nome científico. Já conta com 4 mil hectares, com mais de um milhão de árvores plantadas, segundo a notícia. Existem adicionalmente 380 mil árvores destinadas à produção orgânica certificada, e todo este elogiável trabalho foi iniciado há 30 anos pelo agrônomo Sérgio Vergueiro. A Fazenda Aruanã conta com o diretor técnico, agrônomo Gabriel Teixeira de Paula Neto.







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16 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: Highlighting Japan, o mundo do futuro, publicação do governo japonês
O novo número desta revista que está sendo distribuída pelo governo japonês por intermédio da internet correspondente a janeiro de 2012 e tem como tema o Mundo do Futuro. O artigo de capa refere-se aos esforços que estão sendo feitos numa escola secundária feminina em Kawagoe, para ensino de ciência e tecnologia, visando mais felicidade e saúde para a humanidade.
Todos os artigos publicados seguem a mesma linha editorial, como a produção de biodiesel, numa colaboração da Universidade de Kitakyushu com a Universidade de Chutalongkorn da Tailândia ,ou a invenção do que chamam de capa invisível, com uma entrevista com o seu autor. Ou, ainda, as alterações virtuais dos sabores dos alimentos.
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16 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo do The New York Times, republicação na Folha de S.Paulo, transportes asiáticos
Mesmo que sejam com intenções turísticas, existem riquixás modernizados sendo utilizados até em Kawagoe, próximo a Tóquio. São puxados por seres humanos para transportar uma ou duas pessoas por locais turísticos. No caso da Índia, um artigo elaborado por Vikas Bajaj, de Mumbai, e Sruth Gottipati, de Nova Deli, informa que os novos minicarros indianos, conhecidos como “tuk-tuks”, são alternativas ecológicas aos puxados pelos humanos, conforme artigo publicado no The New York Times, e republicado no suplemento da Folha de S.Paulo.
A Bajaj Auto chama o seu modelo RE60 de quadriciclos motorizados, para substituir os atuais riquixás, custando cerca de US$ 2.200 até US$ 2.750, para competir com um veículo semelhante lançado pela Tata Nano, que custa US$ 2.600. Os riquixás são intensamente utilizados em muitas cidades caóticas da Índia, sem nenhuma segurança ou conforto. Mas os analistas indianos entenderam que eles não apresentam as mínimas condições de concorrer com a Tata Nano, por ser extremamente limitado em seus recursos.


Tata Nano e o Bajaj Auto RE60
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