Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Acirrada Competição de Gigantes Siderúrgicos

3 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , , , ,

O jornal econômico japonês Nikkei informa que, apesar da ligeira redução do ritmo de crescimento da economia mundial, as gigantes siderurgias mundiais estão preparando seus planos de expansão. As japonesas Nippon Steel/Sumitomo Metal estão prosseguindo na sua fusão para outubro de 2012 com vistas à acirrada competição internacional. Poderá ampliar suas produções associadas com outros grupos no Brasil. As demais empresas japonesas, como a JFE e a Kobe Steel, estão aguardando para se posicionar nestes novos cenários.

A maior empresa siderúrgica do mundo, a AcelorMittal, de origem indiana, investirá US$ 2,2 bilhões para produzir mais minérios no Canadá, e efetuará uma aliança com a G Steel da Tailândia, ficando com 49,9% dela. Está se preparando para abastecer a Europa e o Sudeste Asiático. Seus projetos no Brasil estão em expansão.

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A China Acelera Sua Integração Cultural no Mundo

2 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , ,

Tudo que é feito na China assombra o mundo pela sua dimensão. O China Daily noticia que em Tianjin estão construindo no seu Yujiapu Arts Center, um espaço que terá a parceria, nada menos, com o Lincoln Center de Nova Iorque, visando promover um intercâmbio cultural. Ele será aberto em 2015 com instalações de classe internacional para receber o que melhor se apresenta em Nova Iorque no consagrado Lincoln Center. Para tanto, a estatal Tianjin Innovative Finance Investment Company (TIFI) já firmou um Memorando de Entendimento, tanto para receber o assessoramento norte-americano para a construção como sua programação.

De outro lado, implantou o Horticultural Expo Garden em Xian, antiga capital chinesa, que, além das apresentações folclóricas de todo o mundo, exporá esculturas e jardins floridos do mais elevado nível internacional, visando não só o intercâmbio como o fomento do turismo.

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Yujiapu Arts Center, apresentação no Lincoln Center e grupo samba brasileiro

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Os Bancos Postais e o Banco do Brasil

2 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia | Tags: , , , | 2 Comentários »

Muitas pessoas ficam impressionadas sobre a disputa do Banco Postal, quando o Banco do Brasil superou o Bradesco, fazendo uma oferta de R$ 2,3 bilhões. O Bradesco operou este Banco Postal por nove anos, contando com cinco milhões de contas, em 6.195 agências postais por todo o Brasil. Na realidade, observando-se a experiência do Japão e da França, somente para citar alguns exemplos, nota-se a importância estratégica de uma instituição desta natureza. O Correio do Japão é a maior instituição financeira do mundo, gerando recursos estáveis que permitem financiar o Banco do Desenvolvimento do Japão, que provem todas as obras de infraestrutura daquele país, como o JBIC – Japan Bank for International Cooperation, que banca todas as exportações japonesas, tendo somente com a Petrobras um saldo aplicado que gira em torno de US$ 8 bilhões. Algo semelhante acontece com o Correio na França que seguramente é a mais importante instituição financeira daquele país.

Os depósitos mantidos pelas populações como a japonesa são de custos baixos e estáveis, ou seja, atendem as necessidades cotidianas dos japoneses, tanto das grandes cidades como de todo o país, até os pequenos vilarejos espalhados pelos confins do arquipélago. Isto permite que eles sejam aplicados, também com custos baixos e por prazos longos, atendendo as necessidades do Japão, tanto em infraestrutura como nas operações internacionais.

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Tentando Compreender os Problemas da Cana e da Laranja

2 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , , ,

A opinião pública brasileira fica perplexa com a inundação de notícias sobre as ampliações da produção de cana e da laranja no Brasil, ao mesmo tempo em que é informada das dificuldades enfrentadas por estes setores da agroindústria nacional para o abastecimento adequado do mercado. Para uma tentativa da compreensão destas dificuldades, vamos tecer considerações para uma avaliação mais isenta numa terminologia acessível aos leigos. São corretas as informações que muitos grupos internacionais passaram a participar da agroindústria da cana, visando a produção de etanol, considerado um combustível não poluente, produzido com eficiência neste país. No entanto, muitos destes investimentos ocorreram com a aquisição do controle de empresas já existentes, e a ampliação de sua produção só poderá ocorrer com o correr do tempo.

De outro lado, da produção de cana, parte pode ser destinada à produção de açúcar, e quando os seus preços internacionais estão favoráveis, como atualmente, restringe-se a produção de etanol, que é basicamente de dois tipos: o misturado na gasolina e o que é consumido isoladamente. Como a safra brasileira concentra-se num período do ano, existe uma grande dificuldade que exige a sua estocagem para o período de entressafra, o que implica em custos financeiros, que tanto os produtores como os misturadores de combustíveis e seus distribuidores não desejam arcar. Como ainda não se trata de um produto amplamente comercializado no mercado mundial, com muitos produtores e consumidores, existem dificuldades para a sua exportação no período de safra, como a sua importação nos períodos de relativa carência.

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Plantações de laranjas e cana de açúcar no Brasil

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Indicadores Antecedentes na Economia

2 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia | Tags: , ,

O jornal Valor Econômico destaca hoje que a economia mundial está se desacelerando deste o final do ano passado, de forma mais rápida do que esperado, com base nos dados chamados PMI –Índice de Gerente de Compras (Purchasing Manager’s Indices) levantados em conjunto pela JP Morgan/Markit, que certamente contém muitos indicadores antecedentes de todo o mundo. Isto mostra que o governo brasileiro e o Banco Central estavam corretos ao adotarem uma postura mais conservadora, defendida por este site, do que a pretendida por um grande número de economistas brasileiros ligados ao sistema financeiro. Aumentar mais os juros básicos aprofundariam, sem necessidade, tendências recessivas da economia quando a inflação já teria passado pelo ponto de pico, apresentando alguns preços já em desaceleração.

Segundo o artigo, isto já estaria ocorrendo nos Estados Unidos, na Zona do Euro e na China, encontrando-se o PMI do mês de maio último abaixo do mesmo período do ano passado, depois de ter subido durante 2010. Mesmo que os mercados financeiros mundiais tenham apresentado um quadro otimista dois dias atrás, o de Nova Iorque já acusou um decréscimo de 2,28% ontem, e o barril de petróleo está com a perspectiva de baixar para US$ 90 até o final do ano, quando ainda estava acima de US$ 100 no último dia primeiro.

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Classe Média Chinesa Absorvendo Costumes Japoneses

1 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais | Tags: , , , | 14 Comentários »

Um interessante artigo foi publicado no jornal japonês Asahi informando que a nova classe média chinesa está se interessando por tipos de apartamentos utilizados pelos japoneses que, mesmo tendo um espaço total de cerca de 80 metros quadrados, contam com todas as facilidades para acomodar melhor uma família que ocupa hoje um apartamento do tipo chinês de 100 metros quadrados, com confortos adicionais. Cita o caso de uma família chinesa que adquiriu um por cerca de US$ 300 mil, tendo uma renda anual de cerca de US$ 45 mil. Eles contam agora com uma toilet inclusive para banhos de imersão do tipo “furô”, além de um sistema de aquecimento no andar, que não era usual nos apartamentos chineses.

Além das imobiliárias japonesas como a Daiwa House, Marubeni, Sumitomo e Mitsui Fudosan, as empresas chinesas estão instalando conjuntos em diversas cidades. Eles já vêm com a decoração pronta, diferindo das chinesas que são entregues somente com as paredes e pisos que precisam receber acabamentos. Muitos chineses só utilizam o chuveiro, e os novos apartamentos contam com uma entrada onde os sapatos são depositados fora. A empresa chinesa Jingdou Heshi instalou lojas em Beijing, Tianjin, Shenyang, Wuhan e Xangai vendendo salas como as japonesas, com grande sucesso, inclusive com mesas retratáveis operadas por controle remoto no cento das mesmas, que podem ser utilizadas como salas de tatami, pisos utilizados sem calçados.

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O Novo Centro do Universo Segundo Robert Kaplan

1 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Política | Tags: , , ,

A importante revista Foreign Policy publica um ensaio sobre “Monsoon” (Monções), o novo livro de Robert Kaplan, um consagrado profissional, fotógrafo e analista, e uma entrevista sua concedida a Benjamin Pauker. Segundo Kaplan, o Oceano Índico será em breve o novo centro do comércio, da energia e da política mundial. A região estratégica não seria mais nem o Atlântico nem o Pacífico, mas a Eurásia, que tem como grande desafio a ascensão da China.

Kaplan registra o lento declínio da influência Ocidental na região, e explora as ambições e rivalidades dos países do Oceano Índico, principalmente da China e da Índia, nesta área que envolve da África à Austrália. Ele aborda como a guerra no Afeganistão ajuda a China, a doutrina do caminho asiático da Índia e as alternâncias civis e militares do Paquistão. Segundo ele, os conceitos que foram elaborados durante a Guerra Fria ficaram ultrapassados, havendo uma nova realidade que vai do Cabo Horn na África, passando pelo Estreito de Málaga e Indonésia, até chegar ao Mar do Japão. O Oceano Índico liga o Oriente Médio com a ascendente China, abrangendo todo o arco da energia mundial. O artigo é uma coincidência com o assunto abordado neste site sobre a “Preocupante Evolução das Tensões Asiáticas”, ainda ontem.

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USS Carl Vinson, porta aviões dos USA que fica no Oceano Índico

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Tóquio Considerada a Segunda Cidade Mais Dotada

31 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

Segundo o jornal japonês Nikkei, o Instituto de Estratégias Urbanas efetuou um levantamento internacional elaborando uma escala de cidades considerando um raio de cinco quilômetros e de 10 quilômetros, onde Tóquio aparece em segundo lugar, depois de Paris. Enquanto a capital japonesa é considerada a globalmente mais competitiva, ela é muito distante dos aeroportos internacionais.

Este Instituto já vem efetuando levantamentos desde 2008, mas agora só considerou o centro das cidades, considerando 20 fatores como determinantes para seu poder competitivo. Entre eles, o número de grandes empresas e de estações de trens. Paris conseguiu o primeiro lugar pelo número de escolas internacionais, teatros e salas de concerto, e hotéis de cinco estrelas.

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Empresas Japonesas Com Foco na Onda Verde

31 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , | 8 Comentários »

O jornal econômico Nikkei publicou um artigo informando que um grupo de empresas japonesas anunciou que o foco de seus negócios está na onda verde. Ele pretende construir cidades limpas, inteligentes, utilizando tecnologias sofisticadas voltadas à preservação do meio ambiente. Estas cidades amigas da ecologia utilizarão redes inteligentes e outras tecnologias para o uso eficiente da energia, reduzindo os impactos ambientais das comunidades de residências.

Fazem parte deste grupo de empresas a Panasonic, a Nippon Steel e a Toyota, entre outras. A Panasonic construirá um conjunto de mil casas numa área onde se localizava uma de suas unidades industriais. A Nippon Steel e a Toyota também iniciaram projetos para construir cidades inteligentes, amigas do meio ambiente, em cooperação com outras empresas e industriais.

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Smart Town da Panasonic e oito outras empresas em Fujisawa, na Prefeitura de Kanagawa

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Problemas Brasileiros de Governabilidade

30 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , | 2 Comentários »

Muitos se queixam que o Brasil apresenta problemas graves de governabilidade, mas poucas análises são efetuadas sobre algumas de suas causas, que são muitas. Somos um país com grande extensão territorial, diversas regiões com acentuadas diferenças, uma história relativamente recente e uma cultura política ainda não consolidada. Copiamos a federação dos Estados Unidos, ainda que sejamos um país unitário sem estados consolidados nos seus interesses comuns, mesmo que houvesse algumas aspirações de independência regional no início da nossa república.

As diferenças regionais são acentuadas e conseguimos manter um país único, ainda que nossos vizinhos tenham se fragmentado em diversos países de origem espanhola. Do ponto de vista econômico, deveria ser uma vantagem, algo como um mercado comum. Mas não fomos capazes de consolidar um forte interesse único, havendo sempre aspirações por tratamentos diferenciados. Criamos um sistema tributário que é típico de um estado unitário, com base num tributo de valor adicionado, que agora está sendo utilizado como uma espécie de barreiras alfandegárias.

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