Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Os Automóveis Continuarão Usando Aço

13 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: , ,

Um artigo interessante foi publicado no jornal japonês Nikkei escrito por Ryohei Nakao diante das informações sobre o crescente uso de fibras de carbono, resinas e alumínio nos veículos, visando reduzir o uso de combustíveis. Mas os fabricantes de aços se mostram confiantes que seus produtos continuarão competitivos, tornando-os mais resistentes e leves. Estima-se que a redução de 30% no peso dos veículos melhore em 20% a eficiência no uso dos combustíveis, o que estimula a procura por novos materiais, segundo o artigo.

Não existe pânico na indústria siderúrgica, e seus representantes afirmam que o uso em massa de fibras de carbono nos veículos não é provável a curto prazo. Os preços do aço são um quarto do alumínio e um quinto das resinas. Ainda existe espaço para tornarem os aços especiais para veículos mais leves e resistentes com flexibilidade, como os que estão sendo desenvolvidos pela Nippon Steel e pela Kobe Steel, e a Nissan prevê o seu uso nos modelos de 2013.

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Um grupo de 17 siderúrgicas afirma que o aço em estado de arte pode ser utilizado nos carros elétricos e é 35% mais leve que os de gasolina na mesma classe

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O Fator China no Mercado de Objetos de Arte

13 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

Um interessante artigo foi publicado por Kelly Crow no The Wall Street Journal considerando a influência da China no mercado de objetos de arte, tanto do Ocidente como do próprio País do Meio. Segundo estimativas feitas por especialistas da famosa casa de leilões Sotheby’s, os chineses estão gastando cerca de US$ 4 bilhões anuais em pinturas chinesas em todo o mundo, cifra que é superior ao que a Sotheby’s e a Christie’s, as duas mais conhecidas casas de leilões, venderam no ano passado de obras combinadas de impressionistas, modernas e contemporâneas.

Com o desenvolvimento econômico da China, os chineses se tornaram os mais importantes colecionadores do mundo atual, e eles estão prestigiando as obras produzidas na China, antiguidades como contemporâneas. O mercado mundial está se ajustando às preferências destes colecionadores, e objetos de arte da era Qing, como um vaso que está custando o mesmo preço que uma pintura de Van Gogh. Em breve, uma pintura com tinta chinesa ink vai acabar custando mais que um Picasso, segundo especialistas.

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Vaso da Era Ming atinge valor recorde de US$ 22 milhões / Vaso de vinho da dinastia Shang foi vendido por US$ 3,330 mil. Foto: Imagens de Christie

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Incômodos e Benefícios com a Presença Chinesa no Mundo

12 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: , , | 4 Comentários »

Muitos foram surpreendidos pelo aumento da presença da milenar e gigantesca China no mundo, principalmente nas últimas décadas. Além de se tornar o mais importante parceiro comercial de países como os Estados Unidos, o Japão e o Brasil, tanto pelas exportações como importações, transformou-se no maior supridor de recursos financeiros internacionais, até para atender continentes que passam por períodos difíceis como a Europa. Esta nova situação não é fácil de ser absorvida, pois vem acompanhada também do aumento de suas presenças política e militar, que sempre incomodam os que detinham até agora a hegemonia no cenário internacional, com destaque para os norte-americanos.

É uma situação singular, pois sempre existem os beneficiados e os prejudicados em todos os países como os relacionamentos com a China. Os que fornecem, com suas exportações, para este novo mercado que vem substituindo os que perderam dinamismo, como os Estados Unidos, a Europa e o Japão, podem se sentir aliviados, pois sem a demanda chinesa estariam numa situação complicada. Mas os que sofrem com as concorrências de produtos chineses, muitas vezes produzidos com a ajuda de empresas do seu próprio país que utilizam somente os recursos humanos baratos da China, se sentem incomodados. E quando este gigantesco dragão se movimenta militarmente para assegurar o suprimento de energia e matérias-primas que necessitam, mesmo com a incapacidade de fazer frente a estas manobras, as tensões se elevam de forma significativa, com os mais pessimistas prevendo uma inevitável confrontação, que seria catastrófica para todos.

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Congresso Norte-americano e o Grande Salão do Povo

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A Hitachi Divulga Suas Tecnologias Avançadas no Brasil

12 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , , | 3 Comentários »

O gigantesco complexo internacional de origem japonesa chamado Grupo Hitachi compreende cerca de 1.000 empresas espalhadas em todo o mundo, tendo como lema “Inspire the Next”. No último dia 11 de outubro, nas dependências do World Trade Center de São Paulo, apresentou o que possui de melhor em mais de 40 dos seus produtos e soluções para as empresas, com o lema “New Solutions for Better Business”, surpreendendo positivamente a todos que compareceram ao evento pela ousadia dos seus projetos no Brasil. O evento será repetido em Brasília no próximo dia 18. Além de mostrar a sua atual presença no mercado brasileiro, confirmou alguns de seus novos projetos que visam continuar a ampliar seus investimentos no país, inclusive com grupos locais para visar o atendimento de sofisticados mercados externos.

Numa joint venture com o grupo mineiro Linear, comandado por Carlos Frutuoso, a Hitachi Kokusai Eletric passa a produzir transmissores digitais de alta definição não só para atender ao mercado brasileiro e sul-americano que já adota esta tecnologia japonesa, como se prepara para competir no mercado japonês nos próximos anos na próxima geração destes transmissores. Numa outra joint venture com a multinacional John Deere, prepara-se para produzir escavadeiras pesadas no Brasil, para atender a indústria pesada de construção civil como a mineração.

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Migrações Internas na China

11 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , ,

Todos sabem que o rápido desenvolvimento econômico ocorrido na China nas últimas décadas provoca problemas complexos que preocupam as autoridades daquele país, como expresso numa matéria publicada pelo Daily China, de autoria de Shan Juan. A população migrante chinesa está estimada em 221 milhões, ou cerca de 16,5% da população, muito superior a dos países de maior população no mundo.

Parte disto decorre da concentração das atividades industriais nos maiores centros urbanos localizados, principalmente, na costa litorânea e visando a exportação, que foi o fator que provocou o seu desenvolvimento. O meio rural onde viviam a parte majoritária desta população deslocou-se para o Leste e para os grandes centros urbanos, na procura de melhores condições de vida, que continuam precárias. Segundo as autoridades chinesas, 4,5% destes migrantes ganham menos de US$ 78 por mês, 27% menos de US$ 156,00 e 20% não encontram emprego, vivendo nas cidades.

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Roupas penduradas em edifício em Wuhan, província de Hubei, na China: população rural vive de modo precário nas cidades

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Turistas Chineses em Hong Kong

10 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Turismo, webtown | Tags: , ,

Hong Kong foi sempre uma espécie de paraíso fiscal inglês, mesmo antes de sua incorporação na China continental dentro do sistema de duas economias diferenciadas, atraindo turistas de todo o mundo. Agora, populações chinesas das regiões próximas desta grande metrópole utilizam os feriados prolongados para fazerem o turismo de compras, usufruindo da qualidade e preços convenientes dos produtos vendidos nesta cidade. Um artigo publicado pelo site da Bloomberg, da Michelle Yun, mostra que, somente nos oito meses deste ano, elas gastaram o correspondente a US$ 34 bilhões, representando 67% dos turistas que visitam esta metrópole.

Segundo alguns dos turistas entrevistados, não somente produtos de luxo, inclusive jóias, mas xampu, cosméticos e outros do uso cotidiano chegam a custar menos 20% do que nas regiões dos seus arredores, na China continental. Assim, eles se tornaram os turistas que mais gastam em Hong Kong, transportando tudo para onde residem, utilizando malas de grife.

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Agricultura Chinesa e Seus Problemas

10 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

Todos sabem que as cifras chinesas são impressionantes e, segundo o jornal China Daily, começou a colheita desta safra cuja produção de grãos está estimada em um recorde de 550 milhões de toneladas, quando a última brasileira (2010/2011) foi de 163 milhões. Será o oitavo ano em que a produção chinesa apresenta um crescimento nesta produção. Será o décimo ano da entrada da China na Organização Mundial de Comércio – OMC, que trouxe algumas oportunidades, mas também desafios, pois suas tarifas de importação foram reduzidas em 72%. Os produtos agrícolas beneficiados foram os intensivos em mão-de-obra, como as frutas, vegetais e produtos aquáticos.

O valor do comércio internacional da China com produtos agrícolas passou de US$ 28 bilhões para US$ 122 bilhões em 2010. As importações passaram de US$ 12 bilhões para US$ 72,6 milhões em 2010, com um crescimento anual de 22,3% enquanto as exportações cresceram 13,3% anual. O déficit comercial chinês de produtos agrícolas passou de US$ 4,6 bilhões em 2004 para US$ 23 bilhões em 2010.

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Descarregamento a granel de grãos no porto de Nantong, na província de Jiangsu

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Investimentos Estrangeiros no Exterior e na China

9 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , , ,

edwardtsehi-res-240x290Dr. Edward C. Tse tem um curriculum brilhante como BS e MS no MIT, PhD em Berkeley, é chairman do Greater China, Booz & Co, autor de um livro The China Strategy, transita por Beijing, Hong Kong e Xangai e concedeu uma entrevista para o China Daily. Ele chama a atenção das grandes empresas norte-americanas que ainda possuem muitas contribuições a dar para o desenvolvimento chinês, mas também alerta que as chinesas pouco conhecem do exterior para efetuar seus investimentos. Suas considerações que são necessariamente genéricas acabam soando como verdades universais. Podem ser aplicadas para o Brasil como para as empresas brasileiras que efetuam investimentos no exterior.

O que pode apresentar alguma diferenciação é que as empresas de países desenvolvidos tendem a ser um tanto arrogantes com os sucessos já obtidos, como se as suas experiência pudessem ser reproduzidas nos países emergentes, o que tem levado a alguns insucessos. Os dos países emergentes, regra geral, acabam adotando uma atitude mais humilde, procurando conhecidas organizações de consultorias como se estas pudessem resolver todas as suas insuficiências. Ambas podem obter bons resultados ou fracassos, dependendo da flexibilidade dos seus comandantes para se adaptar às mudanças que acabam ocorrendo na implementação dos seus projetos.

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Tradings Japonesas na Onda Brasileira

7 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

O jornal econômico japonês Nikkei publica um artigo sobre a atuação das famosas tradings companies do Japão no Brasil atual, indicando algumas atividades que as estão impulsionando. Refere-se a Mitsui, que vive de sua participação na exportação de minérios da Vale, informando que não vive somente de sua participação acionária. A Vale, por sua vez, indica que seus custos de exploração das minas triplicaram nos últimos dez anos, principalmente com os salários e matérias-primas. Novas oportunidades se abrem na infraestrutura, como no fornecimento de trilhos de melhor qualidade.

A Sojitzu e a Marubeni disputam o fornecimento de matérias-primas da Braskem, como para a produção de borrachas sintéticas, estudando a implantação de uma indústria local para tanto. Outras, como a Itochu, procuram, segundo o artigo, utilizar a disponibilidade de terras e águas no Brasil em joint venture com a Bunge, ampliando suas atividades na produção do etanol, por exemplo. Como empresas de trading, não se importam somente com as exportações, como eventuais importações dos Estados Unidos.

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Financial Times Aponta as Dificuldades Políticas dos USA

6 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

O jornal Financial Times divulga um artigo elaborad por Yukon Huang, um sênior associate do Carnegie Endowment e antigo diretor do Banco Mundial para a China, mostrando que o Congresso dos Estados Unidos procura desviar as atenções do público sobre suas dificuldades para aprovar a proposta de Barack Obama relativa ao estímulo ao emprego. Resolveu investir contra o câmbio da China culpando-o das dificuldades norte-americanas.

Todos sabem que a economia norte-americana continua patinando, pois não enfoca o problema do desemprego, como apontou a presidente Dilma Rousseff no seu pronunciamento da ONU. Diante das pressões que sofre do sistema financeiro, fica utilizando volumosos recursos para atender as instituições financeiras que efetuam operações duvidosas com grandes remunerações aos seus dirigentes, quando sua economia só pode ser recuperada com o aumento do emprego e da demanda doméstica.

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