Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Esclarecendo as Dúvidas Sobre a Economia Chinesa

5 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia | Tags: , , ,

531px-Stephen_Roach_2008 Diante das dúvidas que começam a serem levantadas pelo mundo afora, o China Daily publica um artigo do economista Stephen S. Roach, nada menos que o chairman não executivo do Morgan Stanley Asia e membro da Universidade de Yale. É uma clara indicação que o assunto preocupa e exige depoimentos de quem tem maior credibilidade nos meios internacionais. O artigo pode ter o titulo traduzido livremente como “Aqui estão os porquês a China é diferente” (Here’s why China is different).

Ele afirma que as dúvidas voltam com força, mas informa que o mais espetacular desenvolvimento dos tempos modernos, segundo lhe parece, deve continuar. As dúvidas se concentram na inflação, no excesso de investimentos, nos aumentos salariais e nos créditos bancários não cobráveis. Muitos proeminentes acadêmicos acham que a China, segundo o autor, teria entrado na armadilha da renda média, que teria afetado muitas outras economias. Muitos aspectos seriam fundamentados, mas 10 razões diferem a China de outros países, segundo Roach.

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Moda Brasileira no China Daily

3 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , ,

Nem todos os brasileiros ainda têm a consciência da importância do China Daily e do mercado chinês para qualquer produto. Mas tudo indica que alguns responsáveis por este importante jornal estão dando atenção ao Brasil. Este jornal circula na China como em outros países que contam com muitos chineses, até nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Cingapura, entre outros. Ontem noticiaram sobre o samba, e hoje estão dando destaque para a moda brasileira, falando do Fashion Rio Summer 2012.

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Fotos dos desfiles do Fashion Week Rio Sumemer 2012 publicadas no China Daily

Se os responsáveis pela moda brasileira, criadores, modelos, empresários de confecção conseguirem imaginar a dimensão do mercado chinês para estes produtos estariam soltando rojões, e dando o maior destaque em todos os meios possíveis de comunicação, como a televisão, jornais, revistas e todos os meios eletrônicos. Não é sempre que nos dão uma ajuda deste nível.

Um empresário brasileiro imaginava cada chinês tomando uma xícara de café por dia. Se 10% das chinesas utilizarem um biquíni, uma roupa, toda a nossa indústria de confecções seria incapaz de atender aos pedidos, mesmo trabalhando 24 horas por dia, 365 dias por ano.


Acirrada Competição de Gigantes Siderúrgicos

3 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , , , ,

O jornal econômico japonês Nikkei informa que, apesar da ligeira redução do ritmo de crescimento da economia mundial, as gigantes siderurgias mundiais estão preparando seus planos de expansão. As japonesas Nippon Steel/Sumitomo Metal estão prosseguindo na sua fusão para outubro de 2012 com vistas à acirrada competição internacional. Poderá ampliar suas produções associadas com outros grupos no Brasil. As demais empresas japonesas, como a JFE e a Kobe Steel, estão aguardando para se posicionar nestes novos cenários.

A maior empresa siderúrgica do mundo, a AcelorMittal, de origem indiana, investirá US$ 2,2 bilhões para produzir mais minérios no Canadá, e efetuará uma aliança com a G Steel da Tailândia, ficando com 49,9% dela. Está se preparando para abastecer a Europa e o Sudeste Asiático. Seus projetos no Brasil estão em expansão.

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Os Bancos Postais e o Banco do Brasil

2 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia | Tags: , , , | 2 Comentários »

Muitas pessoas ficam impressionadas sobre a disputa do Banco Postal, quando o Banco do Brasil superou o Bradesco, fazendo uma oferta de R$ 2,3 bilhões. O Bradesco operou este Banco Postal por nove anos, contando com cinco milhões de contas, em 6.195 agências postais por todo o Brasil. Na realidade, observando-se a experiência do Japão e da França, somente para citar alguns exemplos, nota-se a importância estratégica de uma instituição desta natureza. O Correio do Japão é a maior instituição financeira do mundo, gerando recursos estáveis que permitem financiar o Banco do Desenvolvimento do Japão, que provem todas as obras de infraestrutura daquele país, como o JBIC – Japan Bank for International Cooperation, que banca todas as exportações japonesas, tendo somente com a Petrobras um saldo aplicado que gira em torno de US$ 8 bilhões. Algo semelhante acontece com o Correio na França que seguramente é a mais importante instituição financeira daquele país.

Os depósitos mantidos pelas populações como a japonesa são de custos baixos e estáveis, ou seja, atendem as necessidades cotidianas dos japoneses, tanto das grandes cidades como de todo o país, até os pequenos vilarejos espalhados pelos confins do arquipélago. Isto permite que eles sejam aplicados, também com custos baixos e por prazos longos, atendendo as necessidades do Japão, tanto em infraestrutura como nas operações internacionais.

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Tentando Compreender os Problemas da Cana e da Laranja

2 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , , ,

A opinião pública brasileira fica perplexa com a inundação de notícias sobre as ampliações da produção de cana e da laranja no Brasil, ao mesmo tempo em que é informada das dificuldades enfrentadas por estes setores da agroindústria nacional para o abastecimento adequado do mercado. Para uma tentativa da compreensão destas dificuldades, vamos tecer considerações para uma avaliação mais isenta numa terminologia acessível aos leigos. São corretas as informações que muitos grupos internacionais passaram a participar da agroindústria da cana, visando a produção de etanol, considerado um combustível não poluente, produzido com eficiência neste país. No entanto, muitos destes investimentos ocorreram com a aquisição do controle de empresas já existentes, e a ampliação de sua produção só poderá ocorrer com o correr do tempo.

De outro lado, da produção de cana, parte pode ser destinada à produção de açúcar, e quando os seus preços internacionais estão favoráveis, como atualmente, restringe-se a produção de etanol, que é basicamente de dois tipos: o misturado na gasolina e o que é consumido isoladamente. Como a safra brasileira concentra-se num período do ano, existe uma grande dificuldade que exige a sua estocagem para o período de entressafra, o que implica em custos financeiros, que tanto os produtores como os misturadores de combustíveis e seus distribuidores não desejam arcar. Como ainda não se trata de um produto amplamente comercializado no mercado mundial, com muitos produtores e consumidores, existem dificuldades para a sua exportação no período de safra, como a sua importação nos períodos de relativa carência.

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Plantações de laranjas e cana de açúcar no Brasil

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Indicadores Antecedentes na Economia

2 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia | Tags: , ,

O jornal Valor Econômico destaca hoje que a economia mundial está se desacelerando deste o final do ano passado, de forma mais rápida do que esperado, com base nos dados chamados PMI –Índice de Gerente de Compras (Purchasing Manager’s Indices) levantados em conjunto pela JP Morgan/Markit, que certamente contém muitos indicadores antecedentes de todo o mundo. Isto mostra que o governo brasileiro e o Banco Central estavam corretos ao adotarem uma postura mais conservadora, defendida por este site, do que a pretendida por um grande número de economistas brasileiros ligados ao sistema financeiro. Aumentar mais os juros básicos aprofundariam, sem necessidade, tendências recessivas da economia quando a inflação já teria passado pelo ponto de pico, apresentando alguns preços já em desaceleração.

Segundo o artigo, isto já estaria ocorrendo nos Estados Unidos, na Zona do Euro e na China, encontrando-se o PMI do mês de maio último abaixo do mesmo período do ano passado, depois de ter subido durante 2010. Mesmo que os mercados financeiros mundiais tenham apresentado um quadro otimista dois dias atrás, o de Nova Iorque já acusou um decréscimo de 2,28% ontem, e o barril de petróleo está com a perspectiva de baixar para US$ 90 até o final do ano, quando ainda estava acima de US$ 100 no último dia primeiro.

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O Novo Centro do Universo Segundo Robert Kaplan

1 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Política | Tags: , , ,

A importante revista Foreign Policy publica um ensaio sobre “Monsoon” (Monções), o novo livro de Robert Kaplan, um consagrado profissional, fotógrafo e analista, e uma entrevista sua concedida a Benjamin Pauker. Segundo Kaplan, o Oceano Índico será em breve o novo centro do comércio, da energia e da política mundial. A região estratégica não seria mais nem o Atlântico nem o Pacífico, mas a Eurásia, que tem como grande desafio a ascensão da China.

Kaplan registra o lento declínio da influência Ocidental na região, e explora as ambições e rivalidades dos países do Oceano Índico, principalmente da China e da Índia, nesta área que envolve da África à Austrália. Ele aborda como a guerra no Afeganistão ajuda a China, a doutrina do caminho asiático da Índia e as alternâncias civis e militares do Paquistão. Segundo ele, os conceitos que foram elaborados durante a Guerra Fria ficaram ultrapassados, havendo uma nova realidade que vai do Cabo Horn na África, passando pelo Estreito de Málaga e Indonésia, até chegar ao Mar do Japão. O Oceano Índico liga o Oriente Médio com a ascendente China, abrangendo todo o arco da energia mundial. O artigo é uma coincidência com o assunto abordado neste site sobre a “Preocupante Evolução das Tensões Asiáticas”, ainda ontem.

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USS Carl Vinson, porta aviões dos USA que fica no Oceano Índico

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Entidades Para Fomentar o Intercâmbio com a China

29 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , ,

O jornal Folha de S.Paulo divulgou hoje uma matéria do jornalista Fabiano Maisonnave, enviado especial a Xangai, informando que se prepara uma câmara de comércio do Brasil na China, estimulado pelo cônsul geral em Xangai, Marcos Caramurú. A entidade reuniria muitas empresas brasileiras que atuam na China como a Vale, Embraer, Brasil Foods e escritórios de advocacia, somando cerca de 60 empresas. Esta providência estaria atrasada, quando comparada a Alemanha e Espanha que já contam com o mesmo tipo de entidade formal para representar os interesses coletivos no país.

Isto seria decorrente do Fórum Brasil, que foi criado em 2004, cujo coordenador atual é o Sérgio de Quadros, representante do Banco do Brasil no país. A decisão ainda não foi tomada, pois as matrizes no Brasil ainda não foram consultadas. Além da atuação governamental, haveria uma pauta de assuntos típicos do setor privado.

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Quem Tudo Quer Nada Tem

28 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia | Tags: , ,

O título deste artigo é um ditado conhecido. As necessidades da administração da economia de um país envolvem tantas considerações que as tornam difíceis de serem avaliadas por quem está fora do governo, sem o quadro mais completo das informações disponíveis. Um artigo publicado no jornal econômico Nikkei com informações distribuídas pela agência Kyodo deixam muitos analistas perplexos sobre a prioridade com que o governo japonês está trabalhando nas tentativas de conseguir acordos de livre comércio. Noticiam que o Japão e a União Europeia esperam deslanchar as negociações preliminares para restaurar a economia asiática, depois dos desastres de março último.

Existem muitas informações que o Japão vinha se empenhando no estabelecimento de um mecanismo da mesma natureza com os países da Bacia do Pacífico, envolvendo até os Estados Unidos. E na semana passada houve uma reunião no Japão, onde o presidente da Coreia e os primeiros-ministros da China e do Japão decidiram acelerar os mesmos entendimentos relacionados com o Extremo Oriente, permitindo entender que a da Bacia do Pacífico ficava para um segundo plano. Afinal, qual é a ordem de prioridade do atual governo Naoto Kan, que parece estar sendo submetido no Japão a um voto de desconfiança na Dieta?

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Presidente da França,Nicolas Sarkozy e Naoto Kan

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Demanda de Produtos Nacionais na China

27 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , , | 2 Comentários »

Como os norte-americanos lançaram a campanha “Buy Americans” (compre produtos americanos), as autoridades chinesas desenvolveram uma promoção para que o mercado local comprasse mais TV de telas planas produzidas pelas indústrias do país. Isto está fazendo com que produtores japoneses e coreanos percam parte do maior mercado mundial destes aparelhos. As coisas, segundo artigo do jornal japonês Nikkei, estão mudando rapidamente de modo que as entregas destas empresas chinesas superem os norte-americanos e dos europeus, tornando-se o maior mercado do mundo.

A dura política das autoridades chinesas para a compra de imóveis (estão exigindo uma entrada de 50 a 60% na compra do segundo apartamento) ajudou a reduzir, temporariamente, a demanda de televisões no começo deste mês de maio, mas está estimulando a demanda no setor rural, para compensá-la, com subsídios. Muitos chineses adquirem televisores de grande dimensão para usarem coletivamente nos seus edifícios. Eles estão proporcionando descontos significativos, de forma que os de 32 polegadas sejam vendidos por cerca de 300 dólares norte-americanos, quando no Brasil custa cerca mais de 800.

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