Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Engenharia Para o Trem Rápido

18 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , , ,

O Brasil comprovou que é fazendo que se aprende a projetar com maior eficiência. Quando os chineses se propõem a executar em poucos anos 16.000 quilômetros de trem rápido, há que se respeitar a sua capacidade de projetar túneis, viadutos e outras obras de arte.

Quando o Brasil projetou e construiu Itaipu, tinha acumulado a melhor engenharia na construção de grandes barragens e hidroelétricas, pois vinha construindo um grande número de usinas à montante, que teve um coroamento com o complexo de Urubupungá, com Ilha Solteira e Jupiá.

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Vietnam, o Novo Tigre Asiático

17 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , ,

Um dos países conhecidos pelos sul-americanos mais pelas guerras com os franceses e depois com a dramática expulsão dos norte-americanos é o Vietnam. Hoje é considerado um dos mais promissores Tigres Asiáticos pelos que o conhecem profundamente, como um especialista da ONU que lá trabalha e com quem trocamos algumas informações.

É um país de somente cerca de 330 quilômetros quadrados, mas que conta com uma brilhante história de lutas e afirmação, e uma população superior a 83 milhões de habitantes, que continua crescendo mais de 2% ao ano. Seu PIB chega a US$ 240 bilhões e cresce 6% ao ano, taxa superior ao atual do Brasil.

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Novo Uruguai

17 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , ,

Quando um amigo perguntou-me o que poderia ser feito no novo, mas pequeno Uruguai (só tem cerca de 19,8 quilômetros quadrados), lembrei-me de duas coisas que me ficaram na memória: um experiente banqueiro internacional informou-me que, aposentado, iria viver no Uruguai que tem um dos melhores sistemas tributários para pessoas como ele; o caso de um Estado-Cidade que é Cingapura, com seu sucesso reconhecido.

No Uruguai, a oposição ganhou as eleições e é constituída por muitos antigos “tupamaros”, que devem assumir o poder em março próximo. Só tem 3,3 milhões de habitantes e fica como um “sanduíche” entre a Argentina e o Brasil, pertencendo ao Mercosul, mas os uruguaios têm um nível de renda per capita superior ao dos brasileiros.

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Oswaldo Kawakami Pondera

16 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags:

Todos os sul-americanos que trabalham com a Ásia conhecem Oswaldo Kawakami. Para os que ainda não têm este privilégio, vou apresentar algumas de suas qualificações. Ele é, por muitos anos, o presidente da Câmara Brasileira de Comércio no Japão. É CEO e presidente da Nansin Sekiyu KK, a refinaria adquirida há alguns anos pela Petrobras no Japão, e gerente geral da Petrobras em Tóquio, que supervisiona todas as operações na Ásia. Precisa de mais alguma coisa?

Certamente está entre os empresários sul-americanos mais bem sucedidos na Ásia, conhecendo profundamente as diferenças culturais de cada uma das localidades em que acumulou uma notável experiência. Ele observa que muitos dos nossos empresários acham que os orientais são iguais. Ledo engano, as diferenças locais precisam ser respeitadas.

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Eixo Tecnológico-Empresarial Coreano

13 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , , , ,

O primeiro-ministro coreano está submetendo ao Parlamento daquele país a criação de um complexo eixo de pesquisas e desenvolvimento, envolvendo o setor privado, na região de Seijang-Daeduk-Osong-Ochang. Parece que absorvem as experiências norte-americanas em torno de Stanford, dos japoneses com Tsukuba e o que se efetua em Cingapura.

É evidente que procuram aproveitar as vantagens da aglomeração, com os olhos voltados para o desenvolvimento tecnológico, mas estão envolvendo empresas de variados ramos de atividade, desde eletrônicos, como a Samsung, até de alimentos, como a Lotte. Ainda que estes grupos estejam envolvidos em muitas atividades. Por ser um país de dimensão relativamente pequena, volta-se mais ao que se efetua na minúscula Cingapura.

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Competição de gigantes asiáticos

13 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , , , , , ,

Noticia-se que com a fusão das japonesas Panasonic e a Sanyo planeja-se, para os próximos anos, uma forte competição com a Samsung coreana. O presidente da Panasonic, que esteve visitando o Brasil, não se conforma com o fato dos coreanos estarem sendo mais eficientes no marketing na América do Sul.

Há planos para a ampliação da produção de células solares. Sendo o novo grupo o maior fornecedor mundial de baterias de litium e de TV 3-D, ele está planejando instalar uma nova unidade na Índia para contar com custos mais baixos.

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Visita do Embaixador Edmundo Fujita

12 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , ,

O Embaixador do Brasil na Coreia do Sul, Edmundo Fujita, encontra-se em São Paulo para uma curta visita. Ele que já foi Embaixador na Indonésia, onde desenvolveu um bom trabalho iniciando, praticamente, os intercâmbios brasileiros com aquele populoso país, o maior de muçulmanos moderados, é um dos maiores conhecedores da Ásia. Foi responsável, por muito tempo, do Departamento de Ásia e Oceania do Itamaraty, alem de ter trabalhado nas Nações Unidas, em Nova Iorque.

Ele relata que o posto em Seul excede as expectativas mais otimistas. Os coreanos estão empenhados no aumento do intercâmbio com o Brasil, de um comportamento de “sanduíche”, por se encontrar entre uma gigantesca China e um Japão desenvolvido. A Coreia exerce um papel de ponte, pois está ligada ao continente asiático pela China e muito próxima do arquipélago japonês de onde, em dias claros, é possível de se avistar os dois lados a olho nu.
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Comércio Entre a Ásia e a América Latina

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , , , , , ,

Todos percebem que o comércio entre a Ásia e a América Latina (excluindo o México que faz parte da Nafta) tem aumentando rapidamente. Ainda não se dispõe dos dados de 2009, mas segundo as estatísticas da Organização Internacional do Comércio, nos cinco anos entre 2004 a 2008, a taxa média das importações latino- americanas da Ásia cresceram, em média mais de 43% ao ano. É um crescimento assustador, totalmente fora dos padrões usuais. As exportações também cresceram bastante, mais ao nível de 30% ao ano, que não é uma cifra desprezível, mas deixou um déficit de cerca de US$ 20 bilhões em 2008 para a América Latina.

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Presença dos Asiáticos no Mundo

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , , , | 2 Comentários »

Na América do Sul é relativamente baixa a presença das populações asiáticas, quando comparado com o resto do mundo. São os seus imigrantes e descendentes, que não chegam a um por cento da população total deste continente.

Mas, os chineses e os indianos, estão presentes inicialmente na própria Ásia, fora do seu país de origem. No Sudeste asiático chega a um terço a população de origem chinesa, e outro terço o de origem indiana, como em Cingapura. Na Tailândia os chineses foram obrigados a mudarem os seus nomes para os locais, mas como etnia continuam iguais. E a China considera como sua Hong Kong, Macau e até Taiwan. Em países populosos como a Indonésia, Paquistão e Bangladesh também eles são importantes. São as elites empresariais, principalmente bancárias e comerciais.

Na América do Norte e na Europa a presença chinesa é muito importante, principalmente em algumas grandes cidades como Nova Iorque e Londres. Os indianos estão presentes em algumas regiões destes continentes. Ambos são importantes como acadêmicos nas grandes e prestigiadas universidades. Muitos voltam para os seus países de origem depois de acumularem experiências em centros desenvolvidos de tecnologia.

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Culturas Empresariais Distintas

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , , , , , ,

Existem fortes indícios de que o intercâmbio entre as empresas asiáticas e sul-americanas vai aumentar, ainda que a prioridade daquela região seja acelerar a sua integração regional e fortalecer suas alianças na bacia do Pacífico. Além dos grandes projetos que envolvem, inclusive, o desenvolvimento tecnológico, existem outros, de pequenas e médias empresas, que acabam formando uma massa expressiva.

A recente crise mundial aumenta as prospecções que estão sendo efetuadas, na procura de oportunidades de investimentos e alternativas ao que existe atualmente. Os paises industrializados, cuja economia apresenta sinais de fadiga, têm interesse em incrementar o intercâmbio com os paises emergentes, pois isso lhes geraria novos estímulos. Eles continuam contando com o importante mercado interno, e suas capacidades econômicas, financeiras, empresariais e de geração de tecnologia. Espera-se que erros passados não sejam repetidos, permitindo arranjos reciprocamente estimulantes e convenientes. E os paises emergentes aumentariam o intercâmbio entre suas empresas.

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