Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Maior Controle da Produção Agropecuária

2 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , , | 2 Comentários »

Se existe uma atividade econômica fortemente sujeita aos humores climáticos, esta é certamente a agropecuária, sempre sujeita à falta de chuvas como seus excessos. Percorrendo o Brasil atual, sente-se ainda o impacto destas adversidades. Mas a humanidade vem desenvolvendo tecnologia para reduzir os riscos inerentes às estas atividades, quer pelo uso de irrigação, “vinil house”, ou estufas, quer pelo aperfeiçoamento de variedades que suportam estas limitações por mais tempo, por serem mais resistentes.

Sempre houve resistências para estas inovações, como quando o Brasil importou e cruzou os zebuínos indianos com o gado local. Ou quando passou a utilizar o eucalipto para reflorestamento e produção de madeiras, celuloses ou papéis. Mesmo quando introduziram variedades de gramíneas mais resistentes para as pastagens nacionais, como os provenientes da África.

Foto Paulo Kurtz_Embrapa Trigo

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Mercado de Autos Pequenos na Índia

31 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , , ,

Um interessante artigo publicado no jornal Nikkei, de autoria do jornalista Toru Sugawara, informa sobre a disputa que está ocorrendo entre a Suzuki japonesa com a Tata indiana, principalmente no segmento dos autos de pequeno porte, de custo modesto. Até o momento, a japonesa tem uma produção três vezes maior, mas a indiana está produzindo um pequeno carro que está sendo vendido, no varejo, por US$ 2.135,00, chamado Nano, que é considerado bom, principalmente para mercados emergentes, mas já apresentou problemas de qualidade. Custa cerca de metade do que custa uma motocicleta naquele país.

A Tata começou a sua produção de automóveis em 1954, estabelecendo um relacionamento com a Mercedes Benz, e possui 60% do mercado indiano de ônibus e caminhões. No que se refere aos carros de passageiros na Índia, entre abril e junho deste ano, a Suzuki contou com 43,8% do mercado.

Nano, da Tata Motors Modelo A-Star, da Suzuki Mercado de carros na Índia

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Grandes Conglomerados Coreanos e a Concorrência

31 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , , | 2 Comentários »

A grande maioria dos economistas admite que a concorrência seja um importante mecanismo para promover o desenvolvimento de qualquer economia. No caso da Coreia do Sul, adaptando um modelo que foi aplicado no Japão no final do século XIX e começo do século seguinte, estimulou-se a formação de grandes conglomerados, de base familiar, que procuravam aproveitar as economias de escala. O jornal coreano JoongAng Daily, num artigo escrito pelo jornalista Lee Eun-joo com o título “Tycoons may be invited to meeting”, informa que está se fazendo um esforço recente para um equilíbrio maior com as pequenas e médias empresas.

Todos sabem que na Coreia, grupos como a Samsung, LG e Hyundai e outras poucas são extremamente importantes, atuando junto com as autoridades para se manterem competitivas no mercado internacional. São adaptações das japonesas, como a Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo e outras que desempenharam um papel importante na recuperação da economia japonesa no pós-Segunda Guerra Mundial.

logo hyunday logo lg logosamsung

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Intercâmbio Bilateral Japão – China

29 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , | 1 Comentário »

Como é natural entre duas grandes economias asiáticas, houve uma reunião com francas trocas de opiniões entre as delegações do Japão e da China, que culminou com a entrevista do premiê chinês Wen Jinbao com o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês Katsuya Okada. Apesar de constatarem que intercâmbio bilateral voltou a se recuperar, superando as cifras anteriores da recente crise mundial, alguns aspectos cruciais acabaram sendo tratados.

O premiê chinês expressou que os problemas das greves dos trabalhadores japoneses nas empresas japonesas devem ser resolvidos com as elevações dos salários que estavam congelados há cerca de dois anos. Algumas empresas japonesas já estão cogitando do aumento de suas unidades produtivas em outros países asiáticos, pois os salários chineses estão subindo naturalmente com o seu ritmo do desenvolvimento.

Katsuya Okada e um dirigente chinês

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Agropecuária Brasileira é Motivo de Artigos do The Economist

27 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: ,

É muito raro um assunto ser elogiado pelo The Economist, a mais importante revista que trata da economia, política e outros assuntos correlatos com a profundidade desejada. Tanto no seu editorial como na sua principal matéria do último número, esta revista reconhece que o Brasil descobriu um novo caminho para a preservação do meio ambiente, com um sensível aumento da produção e da produtividade deste setor, que ocorre basicamente no cerrado.

A extensa matéria baseia-se em entrevistas com dirigentes da Embrapa como de dois casos concretos, um projeto da BrasilAgro no Piauí e outra da Jatobá na Bahia, além de muitas fontes de dados, como de organismos internacionais como a OECD e a FAO. Reconhece que o Brasil executou o que estava sugerido pelo Prêmio Nobel Norman Borlang, considerado o pai da Revolução Verde, que começou nos anos sessenta do século passado.

Colhedeiras no Nordeste brasileiro

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Procurando Sinergias Dentro do Próprio Grupo

23 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , ,

Quando as empresas estavam em rápida expansão econômica, muitas procuraram criar subsidiárias que tinham como objetivo especializar suas equipes em determinadas tarefas, buscando uma eficiência decorrente do foco em negócios específicos. Parece que agora, quando a economia se torna indispensável com a acirrada concorrência, algumas procuram integrar melhor as suas subsidiárias para conseguir sinergias adicionais.

O jornal econômico Nikkei anuncia uma nova orientação do grupo Panasonic, que planeja para 2012 o completo controle de suas subsidiárias Panasonic Eletric e Sanyo, revisando seu modelo de marketing, passando a atuar com um pacote para atender todas as necessidades de uma residência ou de um edifício empresarial, inclusive energia solar. A Panasonic Eletric tem uma experiência atuando com materiais de construção desde 1935, onde as necessidades de cada residência ou edifício tinham suas carências específicas, antes mesmo de ingressarem no setor eletrônico.

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Objetivos Agressivos no Turismo Asiático

22 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , ,

O jornal Japan Times informa que houve uma reunião dos principais responsáveis pelo turismo dos três países do Extremo Oriente, China, Coreia e Japão, em Hangzhou, tendo estabelecido uma meta de 26 milhões de turistas anuais, o dobro da cifra do ano passado, 2009. Quem tem visitado estes países verificam que esta meta é perfeitamente atingível, tanto pelos locais a serem visitados como pelo atual ritmo de crescimento deste turismo, com uma adequada infraestrutura para atender a demanda decorrente.

Os aeroportos do Extremo Oriente, suas companhias de aviação, os transportes complementares ferroviários e rodoviários, as instalações hoteleiras, os serviços para atender a massa de turistas com qualidade, tudo cresce a uma velocidade impressionante. E o nível de renda das populações ansiosas para conhecer as formas de bem viver dos países vizinhos já são suficientes.

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Trens Rápidos Estão Entre as Surpresas Chinesas

19 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , ,

Mesmo tentando ser o mais imparcial possível, há que se admitir que muitas coisas da China surpreendem até os mais céticos sobre a capacidade chinesa na implementação de ousados projetos. Numa recente viagem a Xangai, experimentei pessoalmente os avanços que atingiram esta cidade, conhecida de outras viagens, tanto seu novo aeroporto quanto o monorail como todas as obras que lá estão feitas nos últimos anos.

Mesmo que parte desta nota pareça uma propaganda, existem aspectos que merecem a nossa atenção, quando o Brasil está num processo de concorrência do seu sistema de trem rápido que deverá ligar Campinas-São Paulo-Guarulhos até chegar ao Rio de Janeiro. No monorail que liga o aeroporto a Xangai, constatei que em três minutos já tínhamos atingido a velocidade de 300 quilômetros horários, sem turbulências, pois o sistema utiliza uma tecnologia de levitação.

Trem que liga Pequim a Tianjin

Este trem rápido liga Beijing a Tianjin há mais de dois anos, percorrendo uma distância de 120 quilômetros, a uma velocidade máxima de 350 quilômetros/hora. Transporta 50.000 passageiros por dia, e cobra uma tarifa que não chega a R$ 20,00 em primeira classe, mas ainda deu um prejuízo de pouco menos de US$ 100 milhões no seu primeiro ano de operação. O trem faz 57 viagens ao dia, saindo a cada 15 minutos, adequado, evidentemente, à escala chinesa, de duas cidades de grande porte.

tabela Pelos depoimentos que podem ser visto no vídeo que incluímos neste site, tanto há passageiros estrangeiros como chineses que preferem este trem rápido a utilizar um avião ou outros meios de transporte. O preço da passagem para os chineses que o utilizam habitualmente acaba ficando caro, quando considerado os muitos dias que utilizam, e os salários médios. No entanto, para os que possuem posição como de gerentes, as informações são que seus salários médios mensais chegam hoje a cerca de US$ 10 mil.

Mesmo no Japão, os trens rápidos na primeira classe são utilizados por poucos que desejam seus lugares marcados. A grande maioria utiliza a normal, que também é confortável.

O governo chinês pretende implantar sistemas semelhantes entre muitas cidades, cobrindo cerca de 12.000 quilômetros nos próximos anos, havendo um em funcionamento que cobre uma distância superior a 1.000 quilômetros. A velocidade da implantação destas melhorias também surpreende.

O vídeo foi incluído para os mais incrédulos, e podemos afirmar o que vimos são de qualidade semelhante, assim como as rodovias, metrôs, avenidas e pontes, igualando aos disponíveis nos países desenvolvidos.

Acesse o vídeo http://www.chinadaily.com.cn/video/2010-07/30/content_11068599.htm


O Setor de Calçados no Brasil e no Mundo

16 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , ,

Se existe um setor industrial no Brasil que já passou por altos e baixos é o de calçados, que se prepara agora para competir com as mais conhecidas em todo o mundo, como a Nike e a Adidas, além da pirataria que existe por todas as partes. Apesar de dispor de matérias-primas como o couro, o Brasil ainda não dispunha de design e tecnologia para competir no mercado internacional há algumas décadas. Mas seus empresários foram suficientemente competentes para se tornarem players importantes no mundo.

Quem não conhece as histórias de sucesso como da Azaléia e da Alpargatas que, de matérias-primas plásticas, conseguiram com o seu design criativo conquistar uma parcela importante no mercado internacional, onde a concorrência é das mais acirradas. Nos calçados esportivos, como o tênis, grandes marcas mundiais efetuam as mais caras campanhas de publicidade, mas seus empresários entram no jogo, investindo fortemente na tecnologia.

Pedro Bartelle, diretor de marketing da Vulcabras, em foto de Neco Varella, da Agência Estado

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Sentimentos Recíprocos entre Japoneses e Chineses

16 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: , ,

Como efeitos das guerras passadas, na Ásia ainda restam resquícios de restrições, como entre chineses e japoneses, que vão se reduzindo muito lentamente em função da maior integração econômica que ocorre na região. Uma pesquisa recente efetuada pelo jornal China Daily, junto com a ONG japonesa Genron, fornece informações importantes que mostram que os chineses estão melhorando o sentimento com relação aos japoneses, quando comparado a recíproca.

Mas todos consideram que o intercâmbio com os Estados Unidos continua mais importante que entre a China e o Japão.

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