Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Avanços na Comunicação Eletrônica

2 de Janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: ,

Sobre as inovações da Rádio Jovem Pan, todos sabemos que o Brasil optou pela tecnologia digital de alta definição nipo-brasileira, que permite o uso da chamada banda larga. Mas, vendo para o exterior informa-se que estamos mais atrasados que seis países sul-americanos neste setor. Ser goleado pela Argentina dói muito mais.

Quando em 1985 o Brasil participou da EXPO TSUKUBA no Japão, há mais de 24 anos passados, a TV dos apartamentos colocados à disposição dos representantes estrangeiros já contava com sistema que, com toques na tela do monitor, era possível optar por compras na loja de departamento ou no supermercado. Como o que se faz hoje nas caixas eletrônicas dos bancos, mas não podemos fazer nos nossos computadores, por ironia.

Os avanços tecnológicos neste setor continuam num ritmo alucinante, e quem caminha rápido é atropelado. No processo de privatização brasileiro do setor de comunicação optou-se pelas propostas que proporcionavam maiores recursos para o governo, ignorando-se a capacidade tecnológica dos grupos participantes. Os que estavam inovando na fronteira do conhecimento ficaram de fora. Os que para cá vieram foram os mais ousados, mesmo menos qualificados tecnicamente.

Ainda que o Brasil tenha conquistado uma situação econômica e política que o qualifica para receber investimentos estrangeiros de várias origens, se não melhorar a sua educação e capacidade de avanços nas pesquisas acabará limitando as suas perspectivas de crescimento e ameaça ficar dependente do exterior. Mudanças básicas precisam ser aceleradas, sem se vangloriar dos avanços dos últimos anos, pois continuamos atrasados em muitos aspectos, neste mundo globalizado.

É possível? Mas é claro, e temos todas as condições para tanto, dependendo das opções políticas que dependem somente de nós mesmos. Temos que pensar grande, elaborarmos planos de longo prazo, pois já conseguimos melhorar a distribuição de renda, com os mais modestos melhorando, em média, 10% ao ano, nos últimos cinco anos.

Temos que encontrar mecanismos que permitam um melhor controle dos representantes que elegemos pelos seus eleitores. Temos que perseguir melhorias num ritmo que estão sendo atingidos por outros emergentes como a China e a Índia, que contam com muitos mais problemas que o Brasil. Por que ficar satisfeito com 5 ou 6 por cento, quando já crescemos mais de 10% ao ano por um longo período. Não precisamos ficar lamentando as nossas mazelas, mas ousar crescimentos mais altos, que ajudarão a resolver os problemas sociais que ainda temos.

Já estamos melhorando a nossa distribuição de renda, e temos todas as condições de aumentar a nossa contribuição para um desenvolvimento sustentável, com respeito ao meio ambiente, preservando o sistema democrático que conquistamos. Muito mais que nossos principais concorrentes. Vamos superar os nossos complexos de inferioridade.



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