Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Problemas Atuais e Pretensões de Reeleições

30 de setembro de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia e Política, Saúde | Tags: , , ,

Os dados estatísticos demonstram que os Estados Unidos e o Brasil apresentam os números mais alarmantes de contaminação e mortes com a atual pandemia do coronavírus. Os dados mais agudos de incêndios dos norte-americanos e brasileiros também indicam que os dois países estão em situações desconfortáveis, com a ineficiência dos governos no seu combate. Parecem evidências que justificariam as mudanças de governo numa democracia. No entanto, em ambos os países, os que estão atualmente no poder são candidatos à reeleição.

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Gráfico sobre as mortes com o coronavírus, constante do artigo publicado na Folha de S.Paulo, que vale a pena ser lido na sua íntegra

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Danos do Coronavírus no Setor Hospitalar Brasileiro

23 de setembro de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia e Política, Saúde | Tags: , , ,

Apesar das medidas de emergência do governo federal que procuram atender parte da população afetada pelo coronavírus, a recessão na economia e as dificuldades de toda ordem para os menos privilegiados dos brasileiros, o que se observa até o momento é uma possível redução dos trabalhos em alguns setores relacionados com a saúde. Os planos de saúde parecem sofrer uma diminuição dos seus associados, os hospitais aparentam estar com movimentos reduzidos em alguns setores da saúde, muitos pacientes que precisam ser atendidos estão receosos de procurar os hospitais, ainda que tenham outras moléstias também graves.

São limitados os setores de saúde privados que estão sobrecarregados de tarefas. Na média, além de contarem com menos recursos para as suas necessidades fundamentais, muitos pacientes parecem receosos de estarem sujeitos aos riscos de contaminação com a atual pandemia. Dentro do possível estão evitando os hospitais, salvo em casos extremos. Muitos hospitais estão com setores sem intensos movimentos, ressalvadas as emergências inevitáveis.

Os anúncios dos hospitais e planos de saúde parecem ter aumentado na imprensa. Os hospitais públicos aparentam estar sobrecarregados, mas sempre que providências tenham que ser tomadas, os pacientes parecem receosos com os riscos de contaminações e as informações verbais indicam que, na média, os hospitais privados estão com mais leitos desocupados. Numa recessão econômica, dificilmente a redução do movimento é uniforme, mas nota-se que os setores com custos menores estão menos prejudicados. As alimentações, por exemplo, passaram pelo aumento dos chamados “deliveres”, normalmente num padrão mais simples com preços mais baixos.

Sempre existem honrosas exceções como em qualquer outro setor da economia durante uma recessão. Como a previdência social não consegue uma velocidade desejada nos seus trabalhos, em alguns setores do governo formam-se lamentáveis filas daqueles que não conseguem ser atendidos pelos telefones, notadamente quando as documentações exigidas não estão completas e atualizadas.

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                                 Hospital filantrópico Santa Marcelina, zona leste de São Paulo

Nesta situação, os hospitais filantrópicos que já estavam sobrecarregados, apesar de serem considerados complementares ao SUS – Sistema Único de Saúde, não contam com todas as condições para atender os necessitados. Muitos voluntários procuram se organizar para atender os menos privilegiados, com a máxima boa vontade e com ajudas eventuais de algumas empresas, inclusive no setor complexo da saúde.

Não seria desejável que as autoridades abusem nos seus discursos, quando milagres nos aspectos que envolvem a economia, são extremamente raros.


Experiências Concretas Com a Covid-19 em São Paulo

21 de setembro de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais e Notícias, Saúde | Tags: , ,

Recebi do meu dentista a informação de que ele teria feito testes para verificar se estaria contaminado pela Covid-19 e não estando ficou tranquilo. Providenciei com um experiente imagemédico conhecido de longa data, e dirigente de uma entidade que reúne hospitais de São Paulo, as receitas para a realização destes exames para mim e minha esposa, que somos idosos e já afetados por outras moléstias tratadas que nos colocam no grupo de risco.

Imagem da Covid-19, segundo cientistas

Foram nos recomendados os testes de Sorologia Ig M e Ig G para SARS COV 2 (Covid-19) que nós fizemos. Estes são efetuados com a retirada de sangue. O Ig M indicaria a presença atual do vírus nos pacientes que estariam sendo combatidos pelos antivirus, e o Ig G a presenças passadas do vírus, com os antivírus atuando no momento. O meu deu como resultados:

Anti-SARS-Cov-2, Anticorpos Ig M – NÃO REAGENTE O,6 UA/mL e Anticorpos Ig G – REAGENTE 2,1 UA/mL. Segundo a tabela anexa a estes resultados, o reagente seria igual ou superior a 1,1 UA/mL. Os resultados da minha esposa deram ambos NÃO REAGENTES.

Havia uma nota anexa informando que estes dados não estão totalmente estabelecidos pelos atuais conhecimentos científicos que continuam evoluindo, havendo necessidade de, a critério clínico, repetição da sorologia em 20 dias. Também efetuei estas repetições que confirmaram os mesmos resultados anteriores, que confirmam que não estou com estes vírus e os antivírus continuam em ação. Trata-se de um caso em que os médicos denominam assintomáticos, que não apresenta nenhum indício de contaminação.

imagePara os leigos, estes resultados indicariam contato com o vírus no passado, não se sabendo claramente quando, havendo já a ação dos anticorpos. Os da minha esposa deram ambos não reagentes. Como existem outros métodos para estes tipos de testes, foi nos recomendado que fizéssemos o chamado RT por PCR, que retira materiais das narinas e da garganta para exames.

Ilustração da retirada de material da narina e garganta

Depois de transcorridos os dias recomendados, os exames foram repetidos e todos deram resultados coerentes. Ou seja, de alguma forma, fui infectado no passado, não tendo mais os vírus atualmente, com os anticorpos em ação, estando imune, não se sabendo ao certo por quanto tempo. Pelo que se sabe cientificamente, é que existem muitos tipos de vírus semelhantes, dos mais agressivos aos menos violentos, que atuam sobre os pacientes, sendo que os que têm doenças respiratórias sejam os mais vulneráveis.

Diabetes, obesidade e outras moléstias, além da idade avançada, são também fatores que aumentam a possibilidade de se contrair a Covid-19. As recomendações da Organização Mundial de Saúde continuam sendo de se evitar grandes aglomerações de pessoas, uso de máscaras protetoras e uso constante de álcool gel, que continuam sendo eficientes para reduzir possíveis contágios.

Todos estão conscientes que se desenvolve um grande esforço mundial para se conseguir vacinas eficientes para a Covid-19, mas os trabalhos sérios costumam ser cuidadosos, com grandes amostras científicas, contando também com um grupo para servir de referência para comparação dos resultados, como é recomendável em qualquer trabalho criterioso do ponto de vista das técnicas estatísticas.

O dramático é que alguns destes vírus sofrem mudanças ao longo do tempo, mesmo com a eliminação de muitos. Os mais resistentes aos métodos de seu combate acabam se multiplicando, como ocorre em infecções hospitalares. Alguns lugares estimulam as renovações do ar em ambientes fechados, mas nem sempre se cuida dos filtros dos aparelhos de ar-condicionado, que acabam se tornando perigosos para a multiplicação de vírus.

A humanidade já passou em épocas mais distantes por pandemias como a atual. Existem cientistas que aventam outras novas no futuro, para as quais se espera que todos estejam bem preparados, com menos afetados e lamentáveis mortes. Como existem diferenças significativas nos resultados entre países, espera-se que todos tenham a humildade de adaptar o que funcionou melhor e dependem muito da consciência da população local.


Metade dos Japoneses Mais Saudáveis com o Coronavirus

4 de setembro de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais e Notícias, Saúde | Tags: , , , | 2 Comentários »

O jornal japonês Mainichi publicou uma notícia aparentemente contraditória, apurada pela pesquisa feita pela Meiji Yasuda Life Insurance e distribuída pela agência noticiosa japonesa Kyodo. A pesquisa efetuada com 5.640 entrevistados mostrou que metade dos japoneses se sente “mais saudável ou ligeiramente mais saudável”, como consequência dos hábitos que introduziu devido ao surto de coronavírus. Os japoneses passaram a fazer mais exercícios físicos, alimentando-se de forma mais cuidadosa.   

Foto de 50 pessoas fazendo ioga no prédio do Shibuya Sky em Tóquio antes de irem ao trabalho distribuída pela agência Kyodo e publicada no site do jornal Mainichi, cujo artigo vale a pena ser lido na sua íntegra

50,9% dos entrevistados pela pesquisa procuram ficar em forma física de diversas formas, em uma pergunta de múltiplas respostas, sendo que prestam mais atenção à dieta e nutrição, seguida por 35,3% que citaram exercícios que passaram a efetuar. 22,8% tentam não se estressar, sendo que 6% disseram que reduziram a ingestão de álcool. Tudo indica que os japoneses estão procurando se adapta às restrições provocadas pelo coronavírus.

Pelo que se saiba, não se dispõem no Brasil de pesquisas similares, mas muitos estão fazendo exercícios em suas residências, mais recentemente nos parques que estão permitindo exercícios físicos. Também as alimentações mais saudáveis parecem que estão em alta, reduzindo o consumo de gorduras ou produtos exageradamente doces que contêm açúcar, mas isto parece ocorrer na faixa da população mais esclarecida e em condições econômicas para tanto. Os menos privilegiados ainda não contam com condições para os seus hábitos de vida e entre os jovens, tanto que nas praias como nos bares de algumas regiões não estão sendo adotados os cuidados, como de uso de máscaras, evitar aglomerações, fazendo com que os afetados pelos vírus sejam elevados, inclusive provocando lamentáveis mortes que poderiam ser reduzidas. As autoridades parecem voltar-se tardiamente aos testes aplicados na população e o consumo de produtos alcoólicos aparenta estar em alta.

Pesquisas como as que foram divulgadas no Japão parecem úteis para orientar a população nas mudanças de alguns dos seus hábitos de vida.


Fazendo o Possível no Combate ao Covid 19 no Brasil

2 de setembro de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais e Notícias, Saúde | Tags: , , , , | 2 Comentários »

Além dos médicos e hospitais, muitos brasileiros estão se empenhando atualmente no que esteja ao seu alcance, voluntariamente, para minorar os assustadores danos que estão sendo provocados pela pandemia Covid 19 no Brasil. Nas muitas favelas nos grandes centros metropolitanos e até indígenas na Amazônia estão se organizando para fazer o que é possível, superando as limitações governamentais que não estavam adequadamente preparadas, como em muitos outros países, para algo tão devastador como a atual crise. Notadamente na velocidade de sua propagação e diversidade de suas facetas. Tudo indica, pelas informações disponíveis, que existem muitos tipos de vírus, sendo muitos deles aqui no Brasil. Autoridades se empenham também, mas ninguém esperava que os problemas fossem tão extensos e dinâmicos, a ponto de poder se afirmar que. mais de seis meses depois dos primeiros indícios desta doença, ainda conhecemos parte das dificuldades geradas pelo coronavírus que foi detectado inicialmente na China.

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Imagens do Covid 19, segundo os especialistas

Mesmo nos intensos esforços mundiais para se chegar às vacinas eficientes, ainda haverá necessidade de muitos trabalhos científicos que demandam, naturalmente, tempo razoável para se chegar a resultados positivos. Tudo indica que estes vírus estão evoluindo, dificultando o seu combate. O que se informa é que estas vacinas tendem a atender somente a um percentual dos que as utilizam, não se sabendo ao certo o período pelo qual possuem validades, mas que parecem ser limitados, sugerindo que tenham que ser repetidas nas suas aplicações de tempos em tempos.

Parece existir razoável consenso que medidas preventivas são necessárias para a detecção precoce dos possíveis afetados, muitos assintomáticos, que evitem às contaminações de outras pessoas, chegando a muitos óbitos evitáveis. Dos muitos testes para tanto parecem destacar os chamados RT – PCR que retiram materiais das narinas e da garganta para constatar a presença de vírus. Ou os testes chamados Ig M e Ig G que indicariam presenças de anticorpos do vírus nos sangue retirado, no presente ou no passado, em prazos variados, sem que sejam totalmente precisos, necessitando de outros dados complementares, a critério dos médicos, para diagnósticos mais claros dos pacientes.

Na medida em que estes testes sejam generalizados no Brasil como em muitos países, parece razoável supor que maior número de pacientes sejam considerados portadores destes vírus, com gravidades diferentes, por contarem com outros problemas como respiratórios, diabetes, cardíacos, obesidade, idade etc. O que parece insuficientemente esclarecido para a população brasileira pelo uso da mídia é o que fazer quando os pacientes são diagnosticados, com os hospitais públicos com limitações para atender a todos, salvo as autoridades que contam com instituições especialmente voltadas para eles.

São abundantes as informações que muitos pacientes com coronavírus não conseguem o atendimento nos hospitais públicos que já estão sobrecarregados, chegando a muitos óbitos evitáveis. Ainda que os especialistas esperassem haver um pico dos dados de contaminações e óbitos, as liberações parciais e precoces dos isolamentos recomendados parecem provocar novas elevações dos afetados, além da possibilidade da repetição das contaminações, que ainda não estão claras, mas com fortes indícios de serem importantes. Muitos da população brasileira e de alguns países resistem a estes isolamentos, criando dificuldades adicionais para as autoridades responsáveis pelos seus controles. Discute-se no momento a volta das crianças e estudantes para as escolas, pois para eles o convívio com colegas faz parte do seu preparo para o futuro, além de deixarem seus pais sobrecarregados. Nem todos os professores estão adequadamente preparados para ministrarem aulas transmitidas eletronicamente a distância, ainda que existam casos eficientes, adaptados dos usados no exterior.

Os hospitais privados, mesmo os considerados filantrópicos e de elevada qualificação, apresentam custos com os quais nem todos podem arcar, até porque não se sabe quanto tempo os pacientes ficarão utilizando seus serviços. Os isolamentos nas suas residências também apresentam necessidades que implicam em custos, como as desinfecções das dependências e suas variadas formas, além do pessoal qualificado para assisti-los em todas as suas demandas. Sabe-se pouco sobre as ventilações adequadas destes locais, com notícias dos vírus no ar, inclusive nos esgotos das residências não utilizadas há muito tempo. Não há informações sobre as desinfecções eficientes destes muitos aparelhos, pois até os ares-condicionados não são regularmente limpos e capazes de eliminarem os vírus nas suas manutenções.

O que parece indispensável é fazer o que é possível, e não o que seria desejável teoricamente no Brasil, com acentuadas diferenças regionais. Algumas pessoas ficam psicologicamente afetadas com os isolamentos recomendados e já se contam com serviços de psicólogos voluntários, inclusive a distância, para ajudá-las. A telemedicina começa a ser mais utilizada no Brasil, havendo a possibilidade de se contar com alguns voluntários também para serviços mais simples. Similar ao que já se faz no fornecimento de alimentações e produtos de higiene, incluindo álcool gel, máscaras etc. para os mais necessitados da população brasileira, neste momento de grave crise, ainda que não seja para todos.

A angústia de muitos se devem à falta de informações de como precisam se comportar no quadro em que se encontram. Acabam-se fazendo ou não o que “ouviram dizer”, sem que se tenha uma base científica mínima desejável para tanto. Havendo uma entidade confiável para o fornecimento de informações básicas, tudo indica que já seria um passo a frente no combate a esta pandemia no momento atual.

Ainda parece prematuro estabelecer-se protocolos para as diversas situações, mas diversas tentativas para o combate precisam ser experimentadas, para que se torne possível selecionar os considerados mais eficientes e viáveis, dentro da atual situação brasileira.


Pesquisas Sobre Coronavírus, Segundo Esper Kallas

30 de agosto de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais e Notícias, Saúde | Tags: , , ,

O médico infectologista Esper Kallas, titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, publica seu artigo sobre o coronavírus na Folha de S.Paulo, onde é colunista. Apesar de não se chegar ainda a uma solução definitiva, ele registra que em pouco mais de seis meses acumulou-se um montante de descobertas científicas e o rápido desenvolvimento de produtos médicos impressiona, em decorrência da pandemia do coronavírus. São milhares de projetos de pesquisas em vários países do mundo, inclusive no Brasil.

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Médico infectologista, titular da Faculdade de Medicina da USP, colunista da Folha de S.Paulo. Foto em seu artigo no site da Folha de S.Paulo, que vale a pena ser lido na sua íntegra

Estas recentes descobertas vão de medicamentos a vacinas, incluindo métodos inovadores de proteção, que estão sendo intensamente estudados, mais que outras pragas no passado. Segundo o autor, sabe-se como o vírus é transmitido, como ele agride outros diversos sistemas, como se faz o seu diagnóstico de infecção, os tratamentos dos casos graves em UTI, o uso de anticoagulantes e corticoides e com 173 vacinas em estudo, inclusive o que não funciona em casos de Covid 19.

A maioria destes estudos está baseada em inúmeras pesquisas que já estavam em andamento para tratar de outras viroses, como as causam a febre amarela, ebola e zika. Vacinas contra o HIV, malária e tuberculose foram aproveitadas.

Os novos conhecimentos de medicina que estão sendo acumulados serão usados no futuro para novas pragas. Existe um intercâmbio de instituições públicas e privadas. O que vem sendo feito no exterior está sendo utilizado internamente, apesar das limitações brasileiras, mesmo recebendo parte dos investimentos. Os brasileiros contam com experiências passadas e um grande contingente de especialistas credenciados de forma internacional. Já citamos num outro artigo o Instituto Butantan e a Fiocruz, que além de produzirem vacinas em escala, ajudaram a formar os estratégicos recursos humanos em diversas instituições.

Segundo o autor, os países que criarem um ambiente favorável para estes trabalhos, que resultam em desenvolvimento e inovação científica, com estratégias de prevenção e tratamento de doenças infecciosas, sairão na frente para proteger as suas populações. Não haveria tempo a perder.


E Depois dos Testes Para o Covid 19 …

29 de agosto de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais e Notícias, Saúde | Tags: , , ,

Seguindo as recomendações saudáveis no mundo e no Brasil, estão aumentando as medidas para ampliar o uso dos testes para o Covid 19, como uma medida preventiva de muitos tipos. As pessoas mais vulneráveis, como os idosos, diabéticos, com pesos superiores aos recomendados, com problemas respiratórios, os profissionais de medicina e outros, estão efetuando estes importantes testes. O que parece pouco divulgado é o que se faz depois dos resultados. Os que derem negativos não devem abusar dos riscos a que todos estão sujeitos. Os que derem resultados positivos precisam de orientações adicionais. Os que possuem condições podem ser internados em hospitais privados, cujos custos são elevados e seria útil saber quanto costuma ser os seus preços, diferentes por estabelecimento. Os hospitais públicos não podem atender a todos, salvos as altas autoridades e muitos devem permanecer isolados em suas residências, mas necessitam ser auxiliados por profissionais habilitados para estas situações, que nem sempre são conhecidos e também são custosos.

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Os testes mais completos parecem ser os de sorologia 1g M e 1g G para SARS COV2 (Covid 19), com sangue retirado dos pacientes

Quando seria indispensável contar-se com hospitais que possuem os meios para atender os pacientes considerados mais graves, dispondo de equipamentos adequados para auxiliar na respiração, principalmente. O que seria indispensável nos isolamentos em suas residências, e que ajudas profissionais mínimas seriam necessárias, e seus custos médios aproximados, pois os tempos indispensáveis variam por pacientes. O que fazer com outros moradores destas residências, bem como os cuidados necessários para as desinfecções das suas dependências. São dados práticos que poderiam ser divulgados pelas autoridades e pela imprensa, pois não temos conhecimento destes aspectos, como muitos outros da população brasileira.

Tudo indica que novos testes são indispensáveis para se constatar que o paciente piorou ou se curou. Como eles seriam feitos, sem que isto contamine outros, principalmente quando o paciente é assintomático? Deslocar-se para algum laboratório deve aumentar os riscos para todos, e fazê-los nas residências devem implicar em custos adicionais, que seria útil saber em torno de quanto.

Estas e outras questões que pessoas mais experientes no assunto poderiam ajudar a divulgar, principalmente para aliviar as preocupações dos pacientes e seus familiares, que poucas vezes enfrentaram situações semelhantes. E que já estão tensos com os problemas a que estão submetidos, exigindo em muitos casos a assistências de psicólogos.

Além das medidas que atingem a população como um todo, cada indivíduo merece uma atenção para o seu caso concreto, que pode ser simples, mas acaba se agigantando na situação atual, onde as autoridades, infelizmente, não estão dando o devido cuidado para seus diversos problemas.


Deixando a Máscara Mais Confortável

28 de agosto de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Saúde | Tags: , , | 3 Comentários »

Um artigo publicado no jornal japonês The Japan Times, que em japonês se chama Yomiuri Shimbun, informa sobre um auxilio para as máscaras que apresentam inconvenientes a quem tem muita secreção nasal, que deixa as máscaras molhadas. Deve facilitar os que possuem nariz mais elevado, como muitos ocidentais.

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Foto do auxiliar da máscara constante do artigo publicado no The Japan Times, que vale a pena ser

Este simples produto auxiliar foi criado pela empresa Chikuma Kasei e facilita a respiração e reduz o acúmulo de calor no atual clima do Japão e parece adequado para países tropicais. A empresa produz normalmente peças de plástico para aparelhos elétricos e este dispositivo chama-se Inner Spacer para máscaras.

O produto pesa 3,5 gramas e mede 4,5 centímetros por 9. Parece que algo semelhante já vem sendo utilizado pelos que atuam na televisão para evitar distorções nas suas dicções. Muitos já utilizam dispositivos mais complexos, como os garçons dos restaurantes, mas todos estão procurando peças mais simples e baratas que facilitem os trabalhos de muitos que precisam transmitir com suas falas informações para outros, sem apresentar riscos.

Muitos produtos semelhantes já estão no mercado brasileiro, mostrando a criatividade de muitos para se encontrar aparelhos baratos e práticos, mas que evitem ao máximo risco de contaminações para outras pessoas.


Folha e Schwab Premiam Iniciativas de Combate ao Covid 19

14 de agosto de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais e Notícias, Saúde | Tags: , , , ,

Já é tradicional a colaboração da Folha de S.Paulo com a Fundação Schwab para a premiação de iniciativas sociais. Neste ano, estarão concentrados nos empreendimentos visando o combate ao coronavírus. Segundo o artigo de Eliane Trindade, publicado no site da Folha de S.Paulo, as inscrições das entidades serão até 15 de setembro e os finalistas serão clip_image002anunciados em novembro próximo, não havendo um vencedor, mas um grupo dos mais destacados. Os candidatos serão divididos em três categorias: ajuda humanitária, mitigação dos impactos e legado pós-pandemia.

Logotipo do prêmio em 2020 da Folha de São Paulo/Fundação Schwab

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Máscara Para Comer e Beber

9 de agosto de 2020
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais e Notícias, Saúde | Tags: , , , | 2 Comentários »

clip_image002Uma notícia distribuída pela agência Kyodo informa que a rede de restaurantes japoneses Saizeriya, que opera em diversos países, desenvolveu uma máscara que facilita comer e beber, contando com um guardanapo que evita a propagação de gotas. O grupo possui subsidiárias na Austrália, China, Hong Kong, Taiwan e Cingapura e seu presidente, Issei Horino, está estimulando outros restaurantes a usarem a mesma técnica.

A máscara conta com um guardanapo que evita a propagação de gotas e permite comer e beber. Foto constante do artigo no site do Japan Times, que vale a pena ser lido na sua íntegra

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