Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Solidariedade Mundial

15 de Janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , | 2 Comentários »

O terrível terremoto que ocorreu no Haiti está despertando uma solidariedade mundial, até nos países asiáticos.  A China está enviou uma equipe de especialistas em socorros desta natureza; a Coreia e o Japão colaboram com alguns recursos, apesar de disporem de “expertise” para estes desastres, ainda que numa escala menor.  No Japão, todos os habitantes passam por treinamentos promovidos pela defesa civil para os casos de terremoto.

O que está ocorrendo com este lamentável episódio que envolveu muitos brasileiros é  a demonstração de que tais casos devem se concentrar nas ajudas regionais.  O Brasil já contava com o comando de tropas da ONU para ajudar em alguns problemas do Haiti e agora está profundamente envolvido na assistência às vitimas, inclusive com recursos apreciáveis.

Como as ocorrências dos terremotos acontecem com maior probabilidade em determinadas regiões consideradas de alto risco, a defesa civil, inclusive as construções, estão adequadas a tais ocorrências.  O problema acaba ficando mais grave, com mais vítimas lamentáveis, quando ocorrem em regiões de baixa probabilidade, como Haiti era considerado, apesar dos estudos contrários de alguns especialistas.  Isto é determinado pelos estudiosos pelas áreas de encontro das placas tectônicas, pois todos moramos num mundo com lavas líquidas nas altas profundidades, onde estas placas estão “boiando”, provocando movimentos.

A região de Kobe, no Japão, era também considerada de baixa probabilidade, inclusive para efeito de seguro, e o terremoto acabou ocorrendo de forma mais violenta.  O treinamento da defesa civil naquele país inclui a descida de dezenas de andares de todos os ocupantes dos prédios, para se encontrarem em locais determinados, como praças públicas.  Teme-se que os atingidos acabem se perdendo na confusão que se segue, e os riscos maiores são das vias elevadas, por onde transitam caminhões carregados de combustíveis que, certamente, provocarão muitos incêndios.

Os altos edifícios nas regiões de muitos terremotos são construídos como estivessem sobre um bloco, de forma flexível, na base do popular “balança, mas não cai”.  De qualquer forma, a sensação é sempre horrível, pois dá a impressão que o chão está nos faltando.  Onde o barulho é mais terrível, como nas construções de madeira, o risco de quebra é menor.  Fica-se balançando por um tempo que parece interminável, e os terremotos costumam ser seguidos por outros abalos de diferentes intensidades.

Os que geram movimentos laterais são considerados menos graves.  Os que provocam solavancos, de baixo para cima e vice-versa, são considerados mais graves.  Na América do Sul, estes terremotos são considerados menos prováveis, mas as suas repercussões podem provocar abalos, como os que têm ocorrido no Nordeste brasileiro.

A nossa profunda solidariedade a todas as vítimas e seus familiares, principalmente aos brasileiros que estavam em missão de paz.


2 Comentários para “Solidariedade Mundial”

  1. Naomi Doy
    1  escreveu às 10:27 em 15 de Janeiro de 2010:

    Claro e didático, em poucas palavras Paulo Yokota nos esclarece muitas coisas sobre abalos sísmicos.
    Em São Paulo: o risco seria zero?

  2. Paulo Yokota
    2  escreveu às 16:53 em 16 de Janeiro de 2010:

    Prezada Naomi Doy,

    São Paulo não é considerado área de risco, porém, o que pode acontecer é a repercussão de um terremoto como os que já ocorreram nos Andes.


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