Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Dez Anos do Melhor Jornalismo Econômico

3 de Maio de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

Todos que pretendem acompanhar os acontecimentos relevantes no mundo, independentemente das rápidas notícias que chegam por todos os meios eletrônicos desenvolvidos recentemente, necessitam de leituras dos artigos de maior profundidade que estimulem reflexões e análises, além de permitir a compreensão do contexto em as coisas ocorrem.

O Valor Econômico, que completou 10 anos de árduos trabalhos, preencheu um vazio existente no Brasil. Diferenciado dos demais órgãos de comunicação de massa, proporciona a todos os leitores conscientes informações de qualidade provenientes do exterior, como os gerados internamente. Contando com um quadro invejável de profissionais, utiliza analistas experimentados em suas colunas, que proporcionam diferentes prismas pelos quais muitos fatos podem ser vistos.

Mantendo o espírito crítico e independente que todos os jornais precisam ter, não fica encantado pela necessidade de obter anúncios de entidades públicas ou empresas poderosas. Ou arrastados somente pelas informações que encantam os que vivem do curto prazo que, mesmo necessárias, ajudam pouco no aumento da produção e do nível de bem-estar da população.

Um bom exemplo é dado pelo suplemento especial, “10 temas estratégicos para o futuro”. Inflação, crédito, agronegócio, setor externo, internacional, petróleo, China, infraestrutura, saúde e educação foram assuntos abordados.

Que muitas conquistas foram concretizadas pelo Brasil nestes 10 anos, não há dúvidas, mas ainda existem muitos desafios a serem enfrentados. Não se pode descansar sobre os louros, pois outros países emergentes estão conquistando resultados mais expressivos, como na China e na Índia. O aproveitamento mais racional de todas as potencialidades existentes é um imperativo.

Se em alguns segmentos as iniciativas nacionais conseguiram um espaço no cenário internacional, o mais importante acervo nacional, que é o mercado interno, é atendido pelos empreendimentos estrangeiros, mesmo sem nenhum xenofobismo. Chegam a causar estranheza a alguns empresários estrangeiros os convites para ocuparem espaços que deveriam ser aproveitados pelas empresas nacionais. A elevada dependência das tecnologias, investimentos e financiamentos externos não parece compatível com um país que tem as pretensões brasileiras.

Um importante passo seria reconhecer as atuais limitações que o Brasil tem todas as condições de superar. O Valor Econômico tem ajudado a pensar nestes e muitos outros temas de vital importância para o país, cada vez mais inseridos no cenário internacional.



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