Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Agilidade da Multinacional AGC

11 de Março de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image001Muitos dirigentes de multinacionais acabam se revelando mais agressivos nos seus projetos de ampliação em economias complexas como a brasileira, o que vem sendo demonstrado pela AGC.

Jean-François Heris, presidente global da divisão de produtos de construção da AGC, na foto publicada no artigo publicado pelo Valor Econômico

A AGC era uma empresa japonesa de destaque e revolveu transformar-se numa multinacional baseada na Europa e o seu comando atual é exercido por executivos internacionais que costumam ser mais agressivos que os de origem no Japão. A AGC Vidros do Brasil é presidida por Davide Cappelino, conta com uma unidade em Guaratinguetá para produzir 600 toneladas por dia, e atende principalmente o setor automotivo, onde a AGC é muito forte em todo o mundo.

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Edifício em São Paulo com vidro da AGC

Agora, a AGC anuncia novos investimentos de R$ 700 milhões no Brasil, e a localização da nova unidade industrial ainda será definida em breve, para vidros para a construção civil e infraestrutura. Muitos dos vidros aplicados em edifícios conhecidos no Brasil já são da AGC, apresentando a vantagem de poupar energia, pois aquecem no inverno e desaquecem no verão, economizando no uso de ar-condicionado. Também produzem na Europa vidros que evitam contaminações das bactérias, utilizados em ambientes hospitalares.

Estes executivos europeus parecem mais agressivos em mercados como o brasileiro, onde as incertezas são elevadas. Mas eles possuem uma perspectiva de longo prazo, sabendo que a demanda deste tipo de produto possui uma alta potencialidade no país, bem como podem ser voltados para a exportação aos seus vizinhos.



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