Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Uso de Robôs na China

29 de Abril de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image002O desenvolvimento econômico na China nas últimas décadas decorreu da grande disponibilidade de recursos humanos, mas já está se registrando um aumento dos robôs naquela economia.

Uso de robôs na China em funções repetitivas. Foto constante do artigo no Financial Times

Segundo um artigo de Ben Bland, publicado no Financial Times, o uso de robôs na China está aumentando de forma significativa, até em empresas que apresentam outras condições não tão avançadas. A alegação é similar a que acontece em outros países emergentes, onde não existem dificuldades nos relacionamentos com operários e os custos já apresentam vantagens. Este fenômeno estaria ocorrendo principalmente depois de 2013, sendo mais acentuado do que estaria ocorrendo na Alemanha, no Japão e na Coreia do Sul. O número de robôs na China no final deste ano deve superar o do Japão, tornando-se o maior do mundo, de acordo com informações da International Federation of Robotics, numa velocidade que não ocorreu em outros países.

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Tabela constante do artigo no Financial Times, mostrando que na China os investimentos em robôs se pagam em um ano e meio

Observa-se que em 2010 havia necessidade de 5,3 anos para pagamento dos investimentos feitos em robôs na China, passou para 2,5 anos em 2013 e já chegou a 1,5 ano em 2016, o que explica a velocidade de seu uso naquele país.

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Esta tabela publicada no Financial Times mostra que em 2014 a densidade de uso de robôs na China era baixa, mas acima do Brasil

Em 2014, ainda a densidade de uso de robôs na Coreia do Sul era a mais alta, seguida pelo Japão e pela Alemanha. Mas, com o que está ocorrendo na China, este quadro acabará se alterando rapidamente, ainda que aquele país apresente grande disponibilidade de recursos humanos no meio rural. O governo chinês persegue para 2025 uma maior competitividade internacional de seus produtos industriais.

Isto também está acontecendo em outros países, como a Indonésia. Mas também países industrializados, como a Alemanha, se preocupam com o assunto, pois há necessidade de competitividade internacional, que pode ser obtida com o uso de robôs, inclusive na execução de projetos de infraestrutura. Existem especialistas alegando que o desenvolvimento tecnológico exige melhor educação e recursos humanos com mais habilidades.

Para o Brasil não se atrasar mais no setor industrial no cenário internacional, terá que se preocupar com o assunto, mesmo contando atualmente com um nível elevado de desemprego.



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