Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Melhora dos Preços dos Produtos Exportados pelo Brasil

3 de Março de 2017
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image002Um artigo de Sergio Lanucci, publicado no jornal Valor Econômico, informa que o preço de algumas matérias-primas exportadas pelo Brasil, como o minério de ferro, já acusa uma recuperação, ainda que não se possa esperar pela sua sustentação no prazo longo.

Preço do minério de ferro exportado pelo Brasil para a China melhorou, ainda que não se espere a sua manutenção no longo prazo

Todos sabem que os preços dos minérios exportados aumentaram, mas ainda existe grande capacidade ociosa na indústria siderúrgica mundial e. depois da reposição dos estoques pelos fornecimentos como do Brasil e da Austrália, espera-se que haja nova queda.

No entanto, quando considerada as relações de troca, ou seja, a comparação dos preços dos produtos importados pelo Brasil com os exportados, nota-se que houve uma recuperação estimada em 8,2% em relação aos últimos 12 meses, indicando que os preços dos produtos industrializados importados pelo Brasil continuam em queda, quando houve uma recuperação nos exportados.

Existem analistas mostrando que isto estaria afetando o câmbio brasileiro que está se valorizando, girando pouco acima dos R$ 3,00 quando estava mais elevado. No entanto, o câmbio é mais afetado pelos fluxos financeiros internacionais que especulativamente procuram os que pagam mais, sem se transformarem em ampliações das capacidades de produção e elevação da produtividade. Há uma tendência especulativa procurando o Brasil, que se destaca pelos juros elevados pagos e nos Estados Unidos o dólar está se fortalecendo com o aumento dos seus juros pelo FED, banco central daquele país.

Na realidade, para sustentar as exportações que proporcionam emprego local, o câmbio deveria ser desvalorizado, mas as autoridades procuram beneficiar o setor financeiro que estaria com muitos créditos incobráveis, além das empresas brasileiras que se endividaram em dólar. O pequeno aumento das exportações pode ser abortado, inclusive nas exportações das commodities agrícolas, que lutam com a ineficiência da infraestrutura para escoamento das produções que foram boas.

Haveria necessidade de uma consciência clara das autoridades que o câmbio não deve prejudicar as exportações que criam empregos no Brasil, crucial para a recuperação econômica, não se impressionando com a queda da inflação acima do esperado. O manejo da política econômica precisa ser pragmático admitindo-se que o ponto central deve ser a recuperação da economia e do emprego, no que a exportação é estratégica.



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