Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Redução de Sal dos Alimentos

8 de Fevereiro de 2018
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais e Notícias, Saúde | Tags: , ,

clip_image002Uma matéria distribuída pela agência noticiosa japonesa Jiji foi publicada no Japan Today informando que muitas empresas estão lançando produtos alimentícios com a redução do sal que vinha prejudicando a saúde da população, provocando pressões mais altas.

Alimentos com menos sal pela substituição do molho shoyu pelo ponzu, ligeiramente ácido. Foto publicada no Japan Today

O uso exagerado do shoyu implica em consumos adicionais do sal, como preferido por muitos consumidores brasileiros, mas nem todos os ficam satisfeitos com a sua redução. Os produtores e supermercados japoneses estão desenvolvendo uma campanha substituindo este molho pelo ponzu, que dá um sabor mais ácido, como se fosse vinagre. A rede de supermercados Family Mart Uny, da província de Aichi, está expandindo mais de 50 itens, como pepinos e temperos japoneses, mostrando que podem ser saborosos, mesmo com menos sal.

Incluem sopas e molhos do tipo dashi (de peixes secos) e outras especialidades. Outro fabricante de alimentos está reduzindo o sal em cerca de 30%, compensando os sabores com o uso do dashi em flocos de bonito seco, que são muito apreciados pelos japoneses e são deliciosos. Também existem empresas fazendo campanha pela TV sugerindo tipos de vinagres que acabam substituindo o shoyu, conseguindo a redução do sal em 40%.

Ocorre, ainda, um esforço para a redução do sal nos hambúrgueres, substituindo-o por molhos com sabores ácidos como dos vinagres que são bem aceitos, provocando uma redução de 25% do sal. Os japoneses que sofreram influências das culinárias budistas contam com muitos molhos deliciosos que usam cogumelos e algas, que são mais saudáveis.

Quando os brasileiros moravam no meio rural, podiam consumir mais sal que era eliminado com o suor. Hoje, muitos habitando os centros urbanos, levam uma vida sedentária e precisam reduzir o sal para evitar pressões arteriais mais elevadas. Campanhas como as que estão em andamento no Japão seriam bem-vindas.



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