Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Alimentação Saudável de Bebês e Crianças Pequenas

1 de maio de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , ,

Sendo avô com três netos pequenos, nada mais natural que acompanhar sobre as evoluções das alimentações saudáveis dos bebês e das crianças, em qualquer parte do mundo. Um artigo de Stephanie Stromapril foi publicado no The New York Times e republicado parcialmente em português na Folha de S.Paulo sobre o assunto. Ainda que ocupadas, algumas mães estão preparando os alimentos dos seus filhos em casa, por entenderem que podem criativamente atender às características dos seus filhos, que são diferenciados entre eles. Uma minha neta tem a preferência de arroz, massas e ovos. Um neto não é muito entusiasmado com sua alimentação e outro parece uma draga, apreciando qualquer novidade que lhe é oferecido.

Os pais procuram alimentá-los de forma balanceada com o que preparam pessoalmente. Nota-se que eles apreciam comidas que apresentam colorações com uso de cenouras e beterrabas, e legumes são misturados no arroz para apresentar uma coloração, juntamente com algumas proteínas, evitando-se a concentração de carboidratos. Carnes, peixes também são oferecidos, preparados juntos com o arroz ou com as massas. Muitas frutas naturais são oferecidas de formas mais atraentes, como misturadas com gelatinas coloridas, ao lado de laticínios de diversos tipos. Nos Estados Unidos, as indústrias de alimentos para crianças procuram inovações para competir com as donas de casa, utilizando também embalagens variadas que fogem dos tradicionais.

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Mudanças nos Check Ups do Japão Para Redução dos Custos

1 de maio de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , , ,

Há um razoável consenso de que a medicina preventiva pode reduzir as despesas com a saúde, um problema que é universal. O Japão tem sido pioneiro na adoção dos check up de forma ampla, um sistema que se chama Ningen Dock, efetuando-se os exames aprofundados setorialmente, ou seja, para os que apresentam maior propensão para determinadas moléstias, no qual os exames são detalhados. Com isto, reduz-se o custo destes exames para todos que são somente básicos. Como os padrões utilizados variam por instituições, há um esforço no sentido de unificação dos critérios propostos conjuntamente pelo The Japan Society of Ningen Dock e The National Federation of Health Insurance Societies para estabelecer quem são as pessoas consideradas supersaudáveis. Com o simples exames das pressões arteriais e dos níveis de colesterol, tenta-se estabelecer um padrão para eles, ainda que sempre existam vozes discordantes sobre doenças que podem estar sendo negligenciadas. O assunto foi objeto de um artigo elaborado por Jun Sugimori e Masanori Tonegawa e publicado no Yomiuri Shimbun.

Escolheu-se pesquisar um conjunto de 340 mil homens e mulheres para se estabelecer o padrão dos supersaudáveis entre 1,5 milhão de beneficiários de Ningen Dock. Os escolhidos não deviam possuir doenças crônicas, não fumar e o seu consumo de bebida alcoólica não exceder a 0,18 litro de saquê por dia. Os limites propostos, para que houvesse uma posição comum, foram flexibilizados, como na pressão arterial sistólica subindo dos 129 atuais para 147, o índice de massa corporal superior ao atual de 25 para 27,7 para os homens e 26,1 para as mulheres. Alguns críticos consideram que não foram considerados os riscos de AVC – acidente vascular cerebral. Outros indicadores associados estão sendo sugeridos como níveis de colesterol e açúcar no sangue, ou parentes com AVC ou infarto cardíaco, como pessoas que precisam também receber exames médicos adicionais.

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Tabela publicada no Yomiuri Shimbun

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Pesquisas e Esperanças Com Relação ao Alzheimer

21 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , ,

Todos sabem que muitas pesquisas estão sendo feitas para ampliar o conhecimento sobre Alzheimer diante do aumento dos idosos em todo o mundo. As primeiras esperanças estão divulgadas na revista científica The Lancet, que informa a redução relativa dos pacientes de Alzheimer no Reino Unido e na Dinamarca comparando dados de um levantamento efetuado em 1994 e outro em 2014. Os pesquisadores no Reino Unido esperavam um aumento das pessoas com Alzheimer diante da elevação da idade média, o que não se comprovou. Parece haver uma relação com a redução do consumo de peixe e fritas. Na Dinamarca, as pessoas com 90 anos nascidas em 1915 tinham melhores resultados nos testes cognitivos que as nascidas em 1905, mostrando que alguma coisa melhorou. Desconfia-se que houve melhora na nutrição, no fitness e na educação, o que vem sugerindo uma caminhada diária de uma hora por dia.

Rowan Hooper é o editor da revista New Scientist e entrevistou pesquisadores japoneses, publicando o seu artigo no The Japan Times. Falou com o líder da equipe do Laboratory for Proteolytic Neuroscience at Riken’s Brain Science Institute, Takaomi Saito. Ele que conta com sede em Wako, na província de Saitama, considera sua missão social e científica proteger a sociedade japonesa dos estragos do Alzheimer que ameaça destruir os mecanismos de assistência social, cujos gastos devem chegar a US$ 500 bilhões em 2050, e descobrir como o cérebro envelhece.

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Rowan Hooper                                     Takaomi Saito

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Saúde Global 2035 no Project Syndicate

19 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Medicina, Notícias, Saúde | Tags: , ,

Um grupo de 25 especialistas abnegados do mundo elaborou o plano chamado Saúde Global 2035 divulgado no site do Project Syndicate por Gavin Yamey, da Universidade da Califórnia, e Helen Saxenian, do Results for Development Institute, ambos participantes deste grupo. Eles afirmam que o mundo está passando por um ponto de inflexão histórico onde os medicamentos hoje disponíveis, as vacinas e outros instrumentos de saúde permitiriam a redução da lacuna entre países ricos e pobres em matéria de saúde no prazo de uma geração. O ambicioso programa de investimentos permite que cada dólar investido proporcione um retorno de 9 a 20 dólares, o que é simplesmente espantoso.

Este grupo trabalhou por um ano identificando os instrumentos, sistemas e financiamentos que seriam necessários para garantir esta convergência global que poderia salvar milhões de vidas, reforçar o bem-estar humano e proporcionar aumento da produtividade para estimular o crescimento econômico. Segundo os autores, 10 milhões de vidas anualmente seriam beneficiados e, por incrível que pareça, com elevados retornos econômicos que se espera estejam bem calculados.

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Gavin Yamey                                                            Helen Saxenian 

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Importante Seminário Folha Sobre Saúde no Brasil

31 de março de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , , , ,

Foi publicado um importante suplemento da Folha de S.Paulo sobre saúde no Brasil, resumindo as informações divulgadas e discutidas num seminário promovido pelo jornal que reuniu importantes participantes envolvidos com o setor, autoridades como dirigentes de entidades, inclusive acadêmicos. A pesquisa de opinião pública foi efetuada pela Datafolha, contratada pela Interfarma – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, e fornece dados relevantes sobre os pontos de vista da população que precisam ser bem estudados. Quase da metade dos brasileiros considera que a saúde é o principal problema que enfrentam no Brasil (45% em 2014), superando em muito os de segurança, corrupção, educação, desemprego e fome, posição que vem se repetindo desde 2008. 62% avaliam a saúde no país ruim ou péssima, notadamente no sistema público.

Apesar da generosa Constituição de 1988 estabelecer que a saúde seja oferecida gratuitamente de forma universal para toda a população por intermédio do SUS – Sistema Único de Saúde, não se estabeleceu claramente a fonte dos recursos necessários. Assim, 54% das despesas de saúde continuam a sendo arcadas pelas famílias e empresas, principalmente pelos planos privados, que são considerados de qualidade regular por só 42% dos pesquisados. Predominou o sonho que bastava estabelecer constitucionalmente esta disposição que o Estado teria a capacidade de gerar os recursos indispensáveis, sem que se desse conta que ele teria que retirar estes recursos da população, pois só se pode transferir recursos e não criá-los. Hoje, o seminário reconheceu que estes recursos são as limitações da saúde, mas como os economistas estão desmoralizados, não se providenciou sequer a sua contribuição para procurar equacionar a questão.

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Estudos Científicos Sobre a Cafeína

18 de março de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , ,

Um dos produtos que nas últimas décadas vêm provocando uma intensa discussão é a cafeína, que acaba envolvendo inevitavelmente o café, ainda que cerca de 60 outras plantas contenha a cafeína de forma natural. Um artigo publicado por Kristen Hallam na Bloomberg informa que pesquisas estão sendo efetuadas por cientistas de diversos países, visando o tratamento de Parkinson e Alzheimer. Brincava-se no Japão que havia um instituto que oferecia pareceres técnicos ao gosto do freguês, metade a favor e outra metade contra o café. O que está se descobrindo é que a cafeína faz mais do que manter as pessoas acordadas. Ela tem sido associada à melhoria na memória e parece proteger contra a destruição de células do cérebro. A um estudo é atribuído que as pessoas que bebiam duas ou mais xícaras de café por dia tiveram um risco 40 por cento menores de desenvolver Parkinson.

Uma empresa farmacêutica japonesa, a Kyowa Hakko Kirin, recebeu a aprovação japonesa no ano passado por um produto e começou a efetuar os testes norte-americanos. O desafio é conseguir um produto mais potente para o cérebro, sem efeitos colaterais, como dores de cabeça, irritabilidade e nervosismo. Um professor de neurologia e farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, Jiang Fan Chen, afirmou que seria um benefício real potencial que deve ser examinado a séio. A cafeína interage com a adenosina, um produto que atua como um sistema de travagem sobre o cérebro. Ao bloquear os sites e frustrar adenosina, a cafeína cria um choque de claridade que fez do café uma das bebidas mais populares do mundo.

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Professor Jiang Fan Chen, (ao centro)

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Sobre a Acupuntura e a Medicina Tradicional Chinesa

6 de março de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , , ,

Como os conhecimentos dos brasileiros sobre a acupuntura ainda são limitados, o livro do doutor Hong Jin Pai, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1979), é de extrema utilidade e muito recomendado pelos especialistas. Ele fez pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura no Hospital de Medicina Chinesa de Cantão (1982), pós-graduação na Faculdade de Medicina Chinesa – Acupuntura de Pequim (1983) e estágios em hospitais de diferentes especialidades na China (1983) e participou do disputado II Curso Avançado de Aperfeiçoamento em Acupuntura na China (1984). Com sua longa prática médica, tornou-se um dos profissionais mais respeitados no Brasil na sua especialidade credenciando-o à elaboração do livro “Acupuntura – de terapia alternativa a especialidade médica”. O livro é de 2005 e publicado pela CEIMEC – Centro de Estudos Integrados de Medicina Chinesa, São Paulo.

Dentro das tendências mais recentes em diversas partes do mundo, o doutor Hong Jin Pai associa os conhecimentos da Medicina Ocidental com da Medicina Tradicional Chinesa, que acumulou conhecimentos ao longo de muitos milênios e que estão sendo comprovados pelas técnicas científicas utilizadas na Medicina Ocidental. De forma extremamente objetiva, procura desfazer alguns mitos que acabam cercando conhecimentos que não são tradicionais no Brasil e no Ocidente. A acupuntura, que era considerada como terapia alternativa no Brasil, desde 1995 passou a ser considerada uma especialidade médica e três anos depois reconhecida pela Associação Médica Brasileira.

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A Problemática do Envelhecimento no Brasil

4 de março de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , ,

Um artigo elaborado por Jorge Felix publicado no suplemento Eu & Fim de Semana do Valor Econômico alinhava interessantes informações sobre as variadas iniciativas que estão sendo feitas no Brasil para atender uma demanda relacionada aos idosos. Ainda que seja um país emergente, já começam a multiplicar as necessidades como oportunidades relacionadas ao segmento dos idosos no Brasil, nem sempre com as informações organizadas como se encontram nos países onde eles já são de grande importância, como nos Estados Unidos ou no Japão. Entre os profissionais relacionados com os idosos, como os geriatras, ainda que em número limitado, multiplicam-se as preocupações sobre as distorções e carência de informações que permitam lidar com o assunto de forma organizada, evitando considerações emotivas que são inevitáveis e naturais.

Não existe nada inevitável e natural como o envelhecimento, mas a cultura predominante no Brasil faz com que o assunto seja tratado com uma carga emocional exagerada, dificultando que um mínimo de racionalidade possa permitir o seu adequado equacionamento, sem as improvisações que proliferam diante da falta de uma discussão mais profunda. Já existem aproveitamentos empresariais como os ligados ao lazer, tanto de turismo como culturais onde os idosos com elevado poder aquisitivo sempre foram um mercado atrativo. Mas nem sempre todas as suas necessidades como as de saúde acabam recebendo um tratamento mais adequado, mesmo que a sua demanda esteja se elevado assustadoramente, e os recursos disponíveis sejam sempre limitados, havendo possibilidade de maior eficiência nos trabalhos necessários. E sempre o improviso acaba sendo de custo mais elevado do que o necessário.

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Ramos empresariais ligados à cultura e lazer já procuram atrair os idosos

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Os Cuidados dos Idosos no Japão

4 de março de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , , , ,

Se existem regularidades em alguns fenômenos ligados aos seres humanos, os mais previsíveis estão no campo da demografia. Os japoneses estão entre os povos mais idosos, contavam com 5% da população em 1950 com mais de 65 anos e hoje eles são 25% tendendo-se a elevar nas próximas décadas. Como a taxa de fertilidade da japonesa está entre as mais baixas no mundo, com 1,41 nascimento por mulher, há uma tendência inexorável na redução da população, pois o número de imigrantes naquele país é irrisório. O governo efetua uma campanha para estimular a gravidez, mas os resultados são pífios. O Japão é obrigado a efetuar um movimento para admitir muitos asiáticos, que falem o idioma japonês, para ajudar a cuidar dos seus idosos, com destaque dos filipinos e alguns latino-americanos. Suas remunerações costumam ser compensadoras, pois usualmente contam também com casa e comida, cujos custos no Japão são elevados.

Um artigo de David Pilling, um especialista no assunto, foi publicado no Financial Times e reproduzido em português no suplemento Eu & Fim de Semana do Valor Econômico. Explica-se parte dos problemas no Japão, pela saudável alimentação da população que consome relativamente muito peixe, e muitos, principalmente os idosos, praticam exercícios como o gateball e tai chi chuan. Ainda assim, a despesa total com a saúde no Japão é de 9,3% do PIB, enquanto nos Estados Unidos chega a 18%. A expectativa de vida dos homens é de 80 anos e das mulheres de 86 anos entre os japoneses.

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Mudanças na Alimentação Escolar nos Estados Unidos

27 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , , ,

Esther Dyson é considerada uma investidora anjo concentrando-se nas iniciativas de sentido social nos países emergentes, participa dos conselhos de grandes organizações dispostas a apoiarem novos empreendimentos. Tendo participado recentemente do School Food Focus’s “National Gathering”, entusiasmou-se com desafios emocionantes e instigantes, segundo depoimento que expressou no artigo publicado pelo Project Syndicate. Nos Estados Unidos, desde 1946, a merenda escolar é subsidiada, e o foco inicial era dar um apoio aos agricultores para colocarem suas produções excedentes nestes programas sociais.

O programa foi sendo aperfeiçoado ao longo do tempo, e os estudantes passaram a contar com a merenda escolar por opção ou necessidade. Hoje, os que a recebem grátis ou subsidiadas chegam a 48% do total dos estudantes, atendendo cerca de 20 milhões de alunos, agora do café da manhã até o jantar, sendo parte importante da dieta das crianças. A nova legislação determina a melhor nutrição, proíbe bebidas açucaradas e doces, venda paralela de produtos com o menu principal (que eram fontes de recursos para os subsídios). Mas não especifica como o programa deve ser financiado, e servir uma refeição saudável por US$ 1,50 por criança é um desafio.

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