Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Estudos do FMI Sobre a China e o Novo Normal

30 de julho de 2015
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , , , ,

Apesar de muitos tentarem entender que a China está mais preparada para manter um crescimento econômico elevado, os problemas que estão surgindo mostram a existência de muitos pontos em comum com as demais economias emergentes.

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Gráfico incluído num estudo publicado pelo FMI mostrando a mudança do patamar do crescimento econômico médio

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Difícil Vida dos Estrangeiros Chineses no Japão

17 de fevereiro de 2015
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: , , , ,

clip_image001Um artigo publicado por Teru Clavel no The Japan Times trata da difícil vida dos chineses no Japão, mesmo que sejam bolsistas que obtiveram até o doutorado ou estejam empregados em empresas multinacionais.

Irmãs Mei e Xia Zhang que foram ao Japão em torno de 1980, por ocasião do problema na Praça de Tiananmen

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O Problema da Persistência da Malária no Mundo

27 de outubro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , , , | 2 Comentários »

Sonia Shah é uma jornalista científica que tem um livro escrito sobre malária, que é a doença que mais matou na história da humanidade nos últimos 500 mil anos, e que continua sem solução adequada em algumas áreas pobres do mundo, intensamente infectadas. Ela continua afetando os brasileiros em algumas áreas da Amazônia. Num artigo publicado no Foreign Affairs, ela expõe porque a malária não conseguiu ser eliminada, ainda que se chegasse a efetuar doações de US$ 2 bilhões anuais para o seu combate. Esta doença continua sendo uma calamidade em algumas áreas africanas como no Sudeste Asiático, sendo difícil de ser eliminada, havendo, lamentavelmente, uma convivência com a sua persistência, pois as autoridades não a consideram uma moléstia da maior gravidade.

O problema no Brasil já foi mais grave, mas na Amazônia principalmente consegue-se que a população evite as áreas onde os mosquitos transmissores atuam mais ativamente, no pôr-do-sol ou nas madrugadas, junto aos rios. O problema é que uma pessoa contaminada com a malária pode ficar com a mesma no seu fígado, e o sangue sugado pelos mosquitos acabam infectando outros. Na Ásia e na África, combateram-se estes mosquitos com o DDT, mas eles acabaram ficando mais resistentes. Alguns pacientes foram picados muitas vezes, fazendo com que ficassem como autoimunes com manifestações menos fatais, mas os seres humanos continuam contaminados e, se picados, podem transmitir para outros estas doenças.

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Experiências Brasileiras dos Problemas de Desenvolvimento

9 de julho de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , , ,

Lamentavelmente, as economias emergentes como a brasileira enfrentam limitações objetivas que não são facilmente identificáveis pelos que não têm conhecimentos técnicos e experiências políticas. Muitos gostariam que as limitações como a da educação, da saúde, da previdência social, das necessidades sociais, além das ineficiências da administração pública, fossem superadas pela vontade da população e dos governantes eleitos. Sempre existem possibilidades que planejamentos e estratégias sejam estabelecidas para se conseguir melhores resultados, mas todas exigem trabalhos duros e demandam um prazo razoavelmente longo, podendo ser auxiliados ou dificultados pelos cenários internacionais.

A determinação de alcançar estágios superiores de qualidade de vida da população, com a devida preservação do meio ambiente de forma sustentável, enfrenta limitações físicas, ainda que possam ser minoradas por algumas escolhas possíveis de serem efetuadas. Mas, no mundo cada vez mais democrático e participativo da sociedade, há que se alcançar um razoável consenso que envolva no mínimo a maioria que tenha condições de convivência com aqueles que não concordam totalmente com os que estão eventualmente no poder.

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Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, muitos economistas renomados preocupados com o desenvolvimento dedicaram-se, ainda de forma ingênua quando vista de hoje, ao planejamento econômico, imaginando que as suas técnicas poderiam habilitar os países chamados na época de subdesenvolvidos a ingressar num processo de crescimento pelas escolhas políticas de objetivos, instrumentos e estratégias escolhidas pelas autoridades. Muitos resultados foram alcançados, ainda num mundo que não estava globalizado como hoje, e onde havia possibilidade de transferência de recursos e tecnologias das economias então industrializadas ou desenvolvidas.

O mundo veio se complicando com crises depois da reconstrução do pós-guerra, como a do petróleo e do sistema financeiro, ao mesmo tempo em que as melhorias da comunicação e da logística internacional provocaram um novo surto de globalização, ao mesmo tempo em que a redução das restrições, como a da Guerra Fria, ajudava a incorporar largos segmentos da população mundial em diversos países e continentes que se encontravam relativamente marginalizados do mercado. No entanto, o comando da economia mundial, que ocorria com o desenvolvimento tecnológico comandado pelos setores pesados, passou a ser dominado pelo setor financeiro, que ao lado do comercial era um dos braços de sustentação dos setores produtivos.

Sempre houve alguns setores usufruíram que de um poder desmesurado coo om que controlava o petróleo, que passou a ser a fonte de energia básica do mundo, lamentavelmente poluente. A concentração de alguns setores da economia de forma oligopolizada sempre exigiu alguns controles das autoridades, o que nem sempre se conseguiu.

Mais recentemente, as preocupações mundiais de ecologia e de sustentabilidade ganharam importância, evitando que danos ao meio ambiente continuassem crescentes, com o consumo desenfreado dos recursos naturais, inclusive os poluentes como os derivados do petróleo e do carvão mineral. Intensificaram as preocupações com a melhoria da distribuição dos benefícios do desenvolvimento, tanto pessoal como regionalmente, entendendo-se que a ampliação dos consumos de todos os tipos deveriam ser os móveis principais da ampliação da capacidade produtiva e da eficiência nas utilizações dos recursos disponíveis.

A evolução mundial ampliou a aspiração pelos respeitos aos direitos fundamentais não só dos seres humanos, tanto no segmento político como na qualidade de vida, que envolve toda a biodiversidade, inclusive para as gerações futuras. Parece fundamental que se entenda o desenvolvimento como um processo constante das superações das limitações, que acabam identificando novos desafios.

Apesar dos pessimistas que sempre estiveram presentes, como os malthusianos, o fato concreto é que estão ocorrendo avanços com a superação das limitações ao longo da história. Observando o que ocorreram nos últimos 100 anos, a expectativa de vida aumentou substancialmente, a produção veio aumentando para atender a demanda básica de uma população que cresceu expressivamente, com a melhoria da distribuição dos benefícios, ainda que de forma insatisfatória para muitos.

É exatamente este inconformismo que é o móvel das iniciativas que procuram novos desenvolvimentos para superar os desafios que continuam existindo. Tudo vem ocorrendo de forma cada vez mais aberta, do meu ponto de vista, mas é preciso haver uma maior consciência de que parte do que é produzido deve ser poupado, para ajudar no aumento da eficiência de todo esforço que é empregado, cujos resultados sempre demandam tempo.

Não se trata somente da melhoria material que se procura, mas também política, social e cultural. O Brasil, com a forte miscigenação dos seus recursos humanos das mais variadas contribuições, tem todas as condições de utilização eficiente de todos os recursos naturais disponíveis no seu território.

O otimismo realista pode ajudar no desenvolvimento futuro do país, e depende do que for sendo decido. Não há um determinismo histórico nem geográfico, dependemos de nós mesmos.


A Economia Japonesa Consegue Reagir?

10 de maio de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , , | 2 Comentários »

Todos os estrangeiros que conhecem o Japão, o admiram pelo elevado nível educacional de sua população, pela sua refinada cultura, pelo nível de desenvolvimento tecnológico e econômico que conseguiu, pelo alto respeito ao meio ambiente e todas as suas demais qualidades. Lamentam que o país aparente passar, atualmente, por uma já longa estagnação, com suas instituições políticas e empresariais dando alguns sinais de saturação, como se estivessem esclerosadas.

Todos torcem para que o Japão volte a contar com o dinamismo do passado, notadamente do período em que angariou a admiração mundial, renascendo das cinzas da Segunda Guerra Mundial. Do período que ficou conhecido como o “milagre econômico japonês”, que passou a ser imitado por outros países, inclusive pelo Brasil.

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