Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Bolha Imobiliária na China

8 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

Um dos setores que vinha alavancando o espantoso crescimento econômico chinês recente era o seu setor imobiliário. Com as construções de edifícios e habitações, a infraestrutura chegou a representar mais da metade do setor de construção do mundo, inclusive produções de cimentos e usos de equipamentos para a engenharia. Havia suspeitas que este processo não poderia continuar indefinidamente, e um artigo publicado no China Daily informa que medidas começaram a ser tomadas naquele país.

Xangai, uma das cidades mais importantes da China e do mundo, regulamentou que cada família possa adquirir somente um novo apartamento, evitando que haja uma especulação com os mesmos. O mesmo já aconteceu em Beijing em abril passado.

xangai

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Amplia-se a Disputa Mundial do Poder Cambial

8 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

Dominique Strauss-Kahn Ainda que o assunto seja técnico, ele merece uma atenção de todos, pois seus efeitos são gerais, afetando tanto os países desenvolvidos quanto os emergentes como a China e o Brasil. Todos são constantemente informados sobre uma verdadeira guerra que se processa em muitos países diante do quadro cambial mundial. Hoje, o jornal Valor Econômico publica um artigo do jornalista Alex Ribeiro sobre a disputa de poder no FMI – Fundo Monetário Internacional, relacionando com o câmbio dos países emergentes, que se processará nas reuniões regulares previstas para os próximos dias.

O atual diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, vem expressando o desejo de todos que haja um acordo internacional para estabelecer um novo quadro cambial mundial, evitando que ocorra uma onda de protecionismo como decorrência da atual guerra cambial. Os chineses estão com o câmbio desvalorizado, como todos admitem, inclusive eles, mas entendem que a medida atende aos seus interesses. Os norte-americanos tomam medidas para desvalorizar o dólar que é utilizado na maioria das operações financeiras internacionais. E outros, como os japoneses e brasileiros, procuram se defender com medidas para evitar a exagerada valorização de suas moedas.

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Japão Preocupado em Reduzir sua Dependência da China

6 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

senkaku Um editorial do jornal japonês Nikkei explicita as preocupações que vem se acumulando com os atritos entre Japão e a China, tanto pelos incidentes com navios de ambos os países como pela disputa de uma ilha denominada Senkaku. Os japoneses entendem que os chineses estão aumentando seus investimentos na área militar e que as relações bilaterais estão num ponto de inflexão, o que constitui em problemas para o mundo.

O Japão considera que precisa diversificar suas fontes de abastecimento de matérias-primas, não podendo ficar dependente da atual China. Informa que quando Deng Xiaoping visitou o Japão, há 32 anos passados, a China ainda estava iniciando o uso dos mecanismos de mercado, e ele solicitou a assistência japonesa.

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Problemas Cambiais Mundiais

5 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , ,

Como o real brasileiro está exageradamente valorizado, inibindo as exportações do Brasil e estimulando suas importações, cortando o emprego dos que moram neste país, as autoridades locais impuseram o aumento do seu IOF – Imposto de Operações Financeiras para operações de compra de títulos de renda fixa pelos estrangeiros de 2 para 4%. Isto gera comentários internos e externos que acham que a medida é inócua ou de alcance limitado, como os que se encontram nos mais variados jornais do Brasil e do exterior.

Argumentam que o mais conveniente seria uma medida de acordo mundial, como a que foi tomada no passado, no chamado Acordo de Plaza, quando se provocou a valorização do yen japonês, com a consequente desvalorização do dólar norte-americano. As reclamações mundiais são de um yuan chinês extremamente desvalorizado, que provoca um desequilíbrio mundial, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos desvalorizam também o seu dólar, para estimular sua economia interna.

dinehiro

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Abastecimento Mundial de Commodities Agrícolas

5 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

O jornal Valor Econômico reproduz hoje um artigo da jornalista Michiyo Nakamoto, do Financial Times de Tóquio, com o título “Japão busca novas fontes de grãos”, que merece alguns comentários. Segundo o artigo, o Japão, preocupado com a demanda chinesa de grandes volumes, procura entendimentos que permitam o seu abastecimento adequado da América do Sul ou da África. As medidas para aumentar a sua produção para melhoria do abastecimento mundial são viáveis, mas por se tratarem de commodities fica muito difícil assegurar o abastecimento de um determinado país, ainda que o mesmo participe da produção.

Não há dúvidas que a demanda chinesa, que costuma ser coordenada pelas autoridades, acaba perturbando o mercado internacional. Quando os chineses entram no mercado acabam provocando uma abrupta elevação dos seus preços, enquanto os japoneses costumam adquirir em pequenos lotes.

grãos

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Economia da Índia no The Economist

5 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , , ,

O jornal The Times of India publicou uma matéria com o título “A Índia logo começará a ultrapassar a China: Economist”, que dá um sentido dúbio. Verificando os artigos originais, constata-se que The Economist chamou a atenção sobre alguns fatores que ajudam a Índia a ter uma taxa de crescimento maior que a chinesa no futuro, que em 2010 deve crescer 8,5% ao ano.

Chama a atenção para o “dividendo demográfico”, pois a população hindu continua crescendo e sua estrutura demográfica é mais jovem que a chinesa. Para a democracia indiana que, segundo o The Economist, deve favorecer a sua economia. Para o seu setor privado que é mais vigoroso que o setor público. O seu capitalismo é formado por milhões de empresários. E a Índia vem executando reformas econômicas importantes. Mas também comenta a confusão que está sendo os atuais Jogos da Commonwealth sediada pela Índia, que envolve 72 nações, além de todas as dificuldades daquele país.

mapa-da-india

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Aspectos da Eleição Que Não Foram Destacados

4 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , ,

Como os resultados apurados nas eleições brasileiras no seu primeiro turno aparentaram divergências substanciais com as indicações proporcionadas pelas pesquisas eleitorais efetuadas pelos diversos institutos, a mídia acabou se concentrando nestas diferenças, sem a possibilidade de identificação das causas destas disparidades.

O primeiro dado a ser pesquisado deveria ser o elevado percentual da abstenção que chegou a 18,12% pelos dados publicados pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral, envolvendo 99,97% dos votos. Parece consenso que a população, pelos dados preliminares do Censo do IBGE, está com uma crescente população de terceira idade que não está obrigada a votar. Tudo indica que a complexidade com seis números, de diversos dígitos para os cargos em disputa, com muitos sempre mais difíceis de ser digitados pelos idosos, o fato pode ter funcionado como inibidor do comparecimento nas urnas eletrônicas.

Até aos eleitores mais moços e com maior agilidade mental e física foi recomendado o uso de “colas”. Os mais idosos possuem reconhecidas dificuldades com equipamentos eletrônicos e ninguém gosta de ser motivo de olhares enviesados diante da demora nas votações. Mesmo que tenham as suas preferências eleitorais, muitos evitaram comparecer diante das urnas eletrônicas, o que pode ser constatado por pesquisas dos dados de abstenção por faixa de idade.

O mesmo acontece com eleitores de modestas alfabetizações, sendo interessante a análise dos dados diferenciados pelos meios rurais e periferias das grandes metrópoles, e se possível por escolaridade, para verificação destas hipóteses.

No segundo turno, os cargos em disputa podem ser dois em alguns estados e um para Presidente da República, o que pode reduzir de um lado a abstenção dos interessados na disputa, e de outro aumentar para os que não estão interessados nos candidatos restantes.

Alguns analistas identificaram que as transferências de votos previstos para a candidata primeira colocada ocorreram mais fortemente para a terceira colocada. Muitos atribuem para a “onda verde”, mas as bancadas verdes não receberam benefícios idênticos, podendo se supor que eram pouco conhecidos ou em menor número. Mas muitos identificam que temas como o aborto e o homossexualismo, largamente utilizado pelos meios eletrônicos e de boca a boca, destacaram o assunto, principalmente para o eleitorado evangélico ou conservadores católicos, podendo ter provocado esta transferência. Foi motivo de preocupação das bases governistas, devendo ser objeto de atenção no segundo turno.

O problema dos escândalos certamente influiu em alguma medida, numa faixa específica de eleitores, mas tudo indica que o seu efeito não foi de grande monta, o que também pode se identificado por pesquisas qualitativas, como deve ter ocorrido.

O que se pode afirmar sempre é que tais pesquisas não possuem a precisão que seria de se desejar, principalmente quando as tendências estão evoluindo rapidamente. As amostras são relativamente pequenas, não permitindo desdobramentos regionais e outras diferenciações capazes de captar todas as nuances, para todos os cargos, e nem diferenciar os grupos por religião, idade, escolaridade.


Eleições Brasileiras na Imprensa Mundial

3 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

Muitos motivos fazem com que as eleições brasileiras sejam noticiadas nos principais jornais dos mais variados países. É pouco comum uma eleição envolvendo 135 milhões de eleitores, uma das mais democráticas do mundo. Países com populações superiores à brasileira nem sempre contam com eleições gerais como as do Brasil, principalmente para elegerem simultaneamente o presidente, os governadores, os senadores, os deputados federais e estaduais.

O sistema eletrônico utilizado vem se revelando eficiente, seguro e rápido. Não se ouve falar em fraudes eleitorais, e as apurações costumam ser rápidas, num país continental como o Brasil, com regiões longínquas como a Amazônia, de difícil acesso. Basta lembrar que os Estados Unidos não conseguem os mesmos resultados que os brasileiros. Uma democracia como a brasileira merece ser copiada por outros países, até porque as eleições por aqui viraram rotinas. É verdade que nas atuais eleições parte ficará dependendo de decisões judiciais, mas que pouco afeta o conjunto relevante.

Urna eletrônica digital

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Migração na China Divulgado no Brasil

3 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

O jornal Folha de S.Paulo publica um artigo do professor da Universidade de Pequim, Fan Gang, que explica a grande migração que está ocorrendo na China, do Oeste para o Leste. Segundo ele, o atual processo de desenvolvimento chinês ocorre na faixa litorânea daquele país, que é menor do que a brasileira ou hindu. Como ele se processa em decorrência da globalização, as indústrias se instalaram onde havia facilidades logísticas no seu relacionamento com o exterior, mais que as “zonas especiais” criadas pelo governo. No interior, as autoridades chinesas procuram melhorar as estradas, mas ainda a migração do Oeste para o Litoral continua em marcha.

Ao mesmo tempo, há uma migração do meio rural para as cidades. A China tinha uma população dedicada à agricultura, que está passando para atividades industriais e de serviços, transferindo principalmente uma mão de obra de baixa qualificação. O governo procura compensar este desequilíbrio, promovendo investimentos no Interior, onde a agricultura continua predominante, com subsídios como o de transportes. As empresas estrangeiras como as chinesas estão sendo convocadas para efetuar as novas instalações no Oeste.

Migração na China

A migração em massa acaba criando guetos em condições precárias nas cidades chinesas

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Ensinamentos dos Maedas Para os Roqueiros

3 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

Muito interessante a notícias publicada no site de O Estado de S.Paulo, de autoria do jornalista Julio Maria, sobre um festival de roqueiros ecologistas em Itu, próximo à capital do Estado de São Paulo. Por alguns dias, uma multidão de apreciadores do rock, mas também respeitadores da ecologia, reúnem-se na fazenda da família Maeda, que empresta o local para uma espécie de Woodstock voltada à preservação do meio ambiente.

A família toma todos os cuidados para preservar a natureza, da forma que podem. Economizam o consumo de água, mantém um jardim oriental de qualidade, criam peixes no que se chama pesqueiro, e alugaram o imóvel para os promotores do evento. Mas os roqueiros são obrigados a se sujeitarem a alguns cuidados, como a limitação de uso de água para os banhos, o uso de copos de vidro para consumo de água como bebida, ao mesmo tempo em que usufruem de um local com cuidados ecológicos.

Fazenda Maeda_foto divulgação Roda d'água_foto de Deborah Dubner

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