Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

O Complexo Problema da Defesa Brasileira

11 de dezembro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: , , , ,

A visita da presidente Dilma Rousseff à França deve ampliar as áreas de cooperação tecnológica com o Brasil, envolvendo a sensível área da defesa nacional. O Brasil é um dos países emergentes que está fazendo pesados investimentos na sua gigantesca plataforma marítima, e grande parcela das reservas no chamado pré-sal fica fora dos limites das águas territoriais aceitas por muitas potências, inclusive os Estados Unidos. Para a adequada defesa dos seus interesses legítimos, pesados investimentos necessitam ser feitos, incluindo submarinos cujas tecnologias de construção precisam ser dominadas. A parceria com a França é tradicional em diversos setores e por, envolverem potências militares intermediárias, os riscos envolvidos são menores. Outros países se mostram interessados no intercâmbio com o Brasil que deverá despender mais de R$ 200 bilhões no equipamento de sua defesa nos próximos 20 anos.

Apesar de sempre haver respeitáveis vozes contrárias, tanto de pacifistas, conservacionistas como dos que se preocupam com razão das limitações orçamentárias, um país que pretenda ser independente não pode prescindir de cuidar da sua própria defesa externa. As tensões atuais na Ásia mostram que, ainda que a duras penas, os países como o Brasil são obrigados a fazerem tais investimentos, capacitando-se tecnologicamente. O artigo de Assis Moreira que visitou Cherbourg, na França, publicado no Valor Econômico, relata parte desta importante história.

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Os grandes Desafios do Correio Asiático

17 de fevereiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas, Notícias | Tags: , , , ,

Se existe um setor no mundo que está passando por profundas transformações é o dos correios. No Japão, é um dos maiores problemas políticos, o maior banco do mundo, suas comunicações passam a ser “on line e on time”, é a instituição que conta com a maior credibilidade popular.

Não é à toa que o assunto preocupa a todos, com repercussões universais.

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Notícias Atuais do Japão

24 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

O Japão vem desenvolvendo toda a sorte de medidas para sair do período de baixo crescimento que já perdura por décadas, e se agrava com a atual crise econômica. Como o governo não é capaz de estimular a economia, parece que o próprio setor privado também tenta as suas iniciativas.

O país, quando a sua economia crescia, impressionando o mundo com o chamado “Milagre Econômico”, foi ajudado por uma série de fatores externos, como o Plano Marshall, logo depois da Guerra, e a própria Guerra da Coreia, quando era o principal abastecedor dos Aliados. Mas o comando da economia era coordenado pelo Keidanren – a poderosa Federação das Organizações Econômicas, privada, envolvendo a indústria, o comércio e até as instituições financeiras, com contribuições próprias, podendo ser independente. No caso brasileiro, o sistema sindical patronal decorre de impostos e é somente administrado pelo setor privado, dividido pelos seus grandes setores, não dispondo de um ponto de vista comum, voltado a problemas de longo prazo.

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Interesses Estrangeiros na América do Sul

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , , , , , | 2 Comentários »

Sempre há interesse em separar o joio do trigo.  Todos sabemos que os interesses de grupos estrangeiros tendem a se comportar como manadas, com muitos especuladores aproveitando a ingenuidade dos mais inocentes, antecipando-se a fatos que alimentam o imaginário coletivo.  Não podemos nos interessar em bolhas que valorizam o câmbio e acabam prejudicando os legítimos interesses locais.

A recente valorização das Bolsas, ainda que parte seja uma recuperação da queda ocorrida anteriormente, parece a “exuberância” a que se referia Greenspan.  Se os investimentos estrangeiros contribuírem para a ampliação da capacidade interna, competitiva internacionalmente, trazendo tecnologias, criando empregos para os trabalhadores locais, muito bem !  Se só se destinam a ganhos financeiros de curto prazo, aproveitando um câmbio extremamente valorizado, juros altos em termos internacionais, uma mera troca de papeis, há que se tomar a devida cautela.  Mesmo admitindo que a especulação ajuda a lubrificar o mercado, e possa representar a vanguarda de investimentos diretos.

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